O
REI DAS ÁGUAS INTERIORES
AS
CARAS DOS TUCUNARÉS
AO
VIVO E A CORES |
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Afirmam-se
entre os pescadores que “todo pescador que se preza, só se sentirá
realizado após travar uma batalha com o grande desafio do Tucunaré”.
Ele já é símbolo da Pesca Esportiva no Brasil e no futuro o Tucunaré
vai ser, sem dúvida, o sustentáculo de sua prática. Originário da
Bacia Amazônica, atualmente está disseminado por quase todo o território
nacional e tem apenas como fator limitante às baixas temperaturas da região
sul. Mesmo assim algumas variedades mais resistentes vêm conquistando
novos espaços e já estão sendo capturadas em pleno estado do Paraná no
lago formado pela barragem de Itaipu. Em outras regiões, como em alguns
rios do Nordeste, dividem pesqueiros até com Robalos. Peixe cobiçado
internacionalmente, já foi “exportado” para lagos da Flórida e Havaí,
entre outros lugares, e traz para o Brasil turistas pescadores do mundo
inteiro. Junto com eles, ingressam divisas que ajudam no progresso das
regiões mais longínquas e carentes desse nosso país continente. Quando
temos contato com um pescador do exterior, fatalmente caímos num assunto
comum e logo somos indagados sobre o Tucunaré. Ele é o cartão de
visitas de nossas águas. DEFINIÇÃO
BÁSICA E CARACTERÍSTICAS A
definição básica do Tucunaré é de um peixe originário da bacia Amazônica,
da família Cichidae e do gênero Cichla. Alguns trabalhos apontam a existência
de 14 tipos e hoje existem cinco espécies nominais (Cichidae temensis,
Cichidae ocellaris, Cichidae orinocensis, Cichidae intermédia e Cichidae
monoculus). O Tucunaré é uma espécie genuinamente nacional. É
sabido que são peixes nidadores, fazem ninhos e cuidam dos filhotes. Os
machos são facilmente identificados na época do acasalamento, pois
desenvolvem uma protuberância na cabeça, à semelhança do cupim de um
Zebu. Nada mais é do que uma reserva de gordura para enfrentar a fase que
cuida dos filhotes, quando praticamente não come. O Tucunaré esconde os
filhotes em sua grande boca para protege-los dos perigos. Possui uma
mancha ocelar na base da cauda comum a todas as variedades, que se parece
muito com um olho. Essa mancha funciona como importante meio de defesa, já
que serve para enganar seus predadores. Agressivo e piscívoro, ataca
praticamente tudo que se mexe. Predador eficaz com força descomunal,
preenche todos os pré-requisitos que justificam ser enquadrado como Game
Fish, isto é, peixe cobiçado internacionalmente como troféus da
pesca esportiva. Os diferentes locais e composição diferenciada das águas
dos rios e lagoas são os grandes responsáveis por colorações diversas
dos Tucunarés. Quando iscados, possuem arrancadas que chegam a puxar o
barco mudando sua posição. As garatéias são transformadas em arame
retorcido; os pitões, arrancados. Iscas são quebradas ao meio e linhas
de grosso calibre estouradas em pleno ar. O ataque do Tucunaré à isca é
chamado de “estouro” ou “explosão” em vez de fisga. Tudo isso faz
do Tucunaré um dos peixes mais carismáticos de nossas águas. Originários da Amazônia
podem ser encontrados em lagoas marginais aos rios nas épocas de seca e
nos igapós nas épocas de cheia. Atualmente, também são encontrados em
represas hidrelétricas desde o oeste do Paraná (Itaipú) até o estado
de Goiás (Emborcação) e no norte do Pantanal Mato-grossense (Rio
Piquiri). Os
tucunarés, pesando entre 2 e 3 quilos, são encontrados em abundância
nas águas do Pantanal. É bom salientar também que, de outubro a final
de janeiro e até meados de fevereiro, o tucunaré tem sua época de
desova, que deve ser respeitada, pois nessa ocasião se reproduzem e
protegem a prole valentemente, tornando-se então, pela vulnerabilidade
ocasionada por sua valentia, presas fáceis de pescadores menos
esportistas. As melhores épocas
são os
meses de setembro e outubro, pois nesta época, tanto as águas de
represas como de rios, estarão com seus níveis estabilizados,
proporcionando ao Tucunaré, o início da sua reprodução. São
permitidos os Tucunarés com o tamanho
mínimo de 35 cm. Deve-se utilizar equipamento de ação
média a média/pesada, com vara para linhas de 10 a 25Lbs, carretilha ou
molinete com capacidade para armazenar 100m de linha de 0,40mm de diâmetro,
um arranque de linha de 0,60mm de diâmetro e 1,50m de comprimento, sendo
que preferencialmente deve-se usar iscas artificiais. Procede-se
se arremessando a isca próxima a estruturas como: paus, pedras e capim,
pois ali estarão os Tucunarés espreitando suas presas. As melhores iscas
serão as de meia água e de superfície do tipo hélice e zigue-zague.
Caso o Tucunaré bata na isca de superfície, mas não seja fisgado,
arremesse em seguida uma isca de meia água, fazendo com que ela passe no
local onde ocorreu a primeira ação, pois desta forma o Tucunaré
dificilmente recusará a isca.
ESPÉCIES
DE TUCUNARÉS
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Habitam as represas do Centro-Sul e são originários da região do Araguaia. Estes podem atingir mais de 5 Kg. Suas características principais são o desenho formado por cinco listras verticais bem definidas e o tom azulado de suas nadadeiras, que é realçado principalmente quando está em águas muito limpas. Esta é a variedade de Tucunaré que acidentalmente escapou de lagos de criação próximos às cabeceiras dos rios Piquiri e Itiquira, tornando-se abundantes nessa região. Aos poucos vem se espalhando nas demais áreas do Pantanal Mato-grossense. Trazendo impacto ou não ao meio-ambiente, hoje é um dos maiores motivos da ida de muitos turistas pescadores a esta região, já que a pesca predatória praticada por pescadores profissionais e amadores inconseqüentes deixam os grandes Dourados, Pacus e Pintados cada dia mais raros. |
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Encontrado na região do Pará, o Tucunaré Vermelho possui uma característica única, é todo de uns tons vermelho-amarelado como fogo. Estes são originários da região do Amazonas e podem atingir mais de 5 Kg. É um dos mais briguentos, considerado um dos mais bonitos dentre os Tucunarés. |
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Este é o maior de todos os Tucunarés. Já foram capturados exemplares com mais de 10 Kg. Eles habitam a região de Manicoré, nos afluentes do rio Madeira e do Marmelos. São rios de águas claras e transparentes. Estes Tucunarés possuem uma coloração verde-amarela com cores vivas à semelhança da nossa bandeira. Entretanto, o Tucunaré Açu do rio Negro e seus afluentes, com águas cor de chá preto, apresentam cores que tendem para o alaranjado escuro, quase avermelhado. Estes têm como principais características as três listras verticais bem definidas, a cabeça bastante grande em relação ao corpo e tem nítida preferência pelas lagoas. Esporadicamente também freqüenta os remansos junto ao leito dos rios. |
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Abundante
da região Norte, o Tucunaré Borboleta possui manchas escuras disformes
normalmente três em seu dorso, que muitas vezes chegam até sua cabeça,
formam bonitos desenhos que contrastam com o amarelo ou alaranjado de
tonalidades variadas do resto do corpo. Raros são os exemplares que
superam os 4 Kg. |
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Habitam
as represas do Centro-Sul e são originários da região do Araguaia.
Estes podem atingir mais de 5 Kg. Suas características principais são o
desenho formado por cinco listras verticais bem definidas e o tom azulado
de suas nadadeiras, que é realçado principalmente quando está em águas
muito limpas. Esta é a variedade de Tucunaré que acidentalmente escapou
de lagos de criação próximos às cabeceiras dos rios Piquiri e Itiquira,
tornando-se abundantes nessa região. Aos poucos vem se espalhando nas demais áreas do Pantanal
Mato-grossense. Trazendo impacto ou não ao meio-ambiente, hoje é um dos
maiores motivos da ida de muitos turistas pescadores a esta região, já
que a pesca predatória praticada por pescadores profissionais e amadores
inconseqüentes deixam os grandes Dourados, Pacus e Pintados cada dia mais
raros. |
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Habitam
as regiões do Centro-Norte e são originários da região do Amazonas.
Estes podem atingir mais de 5 Kg. Suas características principais são a
falta de manchas e o realce de sua coloração homogênea que varia do
cinza ao amarelo da cabeça à cauda. Esta é outra variedade de Tucunaré
que acidentalmente escapou de lagos de criação próximos às cabeceiras
dos rios Piquiri e Itiquira, tornando-se abundantes nessa região.
Aos poucos vem se espalhando nas demais áreas do Pantanal
Mato-grossense. Trazendo impacto ou não ao meio-ambiente, hoje é um dos
maiores motivos da ida de muitos turistas pescadores a esta região, já
que a pesca predatória praticada por pescadores profissionais e amadores
inconseqüentes deixam os grandes Dourados, Pacus e Pintados cada dia mais
raros. |
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O
Tucunaré Paca embora costume freqüentar os lagos da região Amazônica,
são encontrados nos remansos dos rios, próximo aos pedrais e galhadas.
Este é o famoso arrebentador de linhas e responsável por inutilizar
muitas iscas. Sua força pode ser comparada a de outros peixes com o dobro
de seu tamanho. Suas principais características são as pintas brancas
laterais dispostas em linha horizontais, lembrando bastante uma Paca, provável
origem do nome. |
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Este é encontrado também na região do Pará e possui uma característica única: é de um tom cinza seguida com o papo vermelho. Estes podem atingir mais de 5 Kg. Esta é outra variedade de Tucunaré que acidentalmente escapou de lagos de criação próximos às cabeceiras dos rios Piquiri e Itiquira, tornando-se abundantes nessa região. Aos poucos vem se espalhando nas demais áreas do Pantanal Mato-grossense. |
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Também é encontrado em represas do Centro-Sul e parece ser uma das variedades que melhor se adapta às regiões mais frias. Possui o tamanho reduzido podendo chegar até 3 Kg. No entanto, como tamanho não é documento, sua esportividade é compensada pela sua agressividade e valentia. |