PEIXES PANTANEIROS

A RIQUEZA DOS RIOS

 

 Há 230 espécies de peixes mato-grossenses, as mais comuns são piranha, pacú, pintado, dourado, cachara, curimbatá, jaú, piau, tucunaré, cachorra, piraputanga, jurupecem, jurupoca e barbado.

 

Os “Peixes para Iscas” você encontrará suas informações no item “Iscas Naturais” ou clicando em cima dos links ativos na tabela abaixo.

É só acessar e conferir.

     

LICENÇA PARA PESCA   TAMANHOS MÍNIMOS DOS PEIXES  
ANIMAIS PARA ISCAS PEIXES PARA PESCA  
CAMPOATÁ CARAMUJO ABOTOADO   ARRAIA   BAGRE  
CARANGUEJO CASCUDO BARBADO   CACHARA CACHORRA
ESCARGOT GAFANHOTO CORIMBATÁ DOURADO JAÚ
JIJUM LAMBARI JURUPECEM JURUPOCA MATRINXÃ
LIBÉLULA MINHOCA PACU

PACU-

CARANHA

PACU-PEVA
MINHOCAÇU MUÇUM PALMITO PIAU PIAVA
SAICANGA SARDINHA PINTADO PIRANHA PIRAPUTANGA  
SAUÁ TUVIRA TRAÍRA TUCUNARÉ

 

 

 

 

PEIXES MATO-GROSSENSES

DOURADO (Salminus maxillosus)

É um dos maiores peixes de escama de água-doce. Chega a atingir 1,60 m e pesar 20 quilos. Habita águas correntes e sua pesca é fácil, pois é atraído por tudo o que brilha na superfície da água. Encontra-se em toda a Bacia do Prata, desde o norte do Pantanal Mato-grossense até o sul do Paraguai, porém com a pesca predatória, já desapareceu de muitos rios. A boca grande é provida de dentes afiados. Possui coloração dourada, com uma mancha na cauda e pequenas listras escuras paralelas em todo o corpo. Os Dourados podem ser pescados de fevereiro a outubro, sendo melhor a época em que o rio está baixando, fazendo com que pequenos peixes que estavam presos nas lagoas saiam, promovendo assim, um "banquete". O Tamanho mínimo permitido no Pantanal é de 55 cm, já no Rio São Francisco é de 60 cm.

 

Para se pescar Dourados deve-se utilizar equipamento de ação média/pesada com varas para linhas de 10 a 30Lbs, carretilha ou molinete que comporte 100m de linha 0,40mm. Pode-se pescar de duas maneiras: com Iscas naturais: Com um encastoado e um anzol de tamanho 8/0, utilizando-se um pequeno peixe da região como isca (de preferência vivo) procede-se arremessando em locais de águas rápidas: corredeiras em saídas de poços, bocas de lagoas, etc. As melhores iscas são: Tuviras (morenitas), sauás, piaus e jejus. Ou com Iscas artificiais: Considerada uma das mais emocionantes modalidades de pesca, a pesca com iscas artificiais têm particularidades que só com a prática podem ser descobertas, porém algumas podem ser logo observadas: Ao ataque do Dourado, fisgue com bastante força, pois a boca deste peixe é muito dura, dificultando a fixação do anzol.

 

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ARRAIA (Arraia de água doce)

A Arraia é um peixe cartilaginoso semelhante a um disco achatado nas bordas, com nadadeiras peitorais. Algumas chegam a pesar mais de 150 quilos na idade adulta. Tem o hábito de ficar imóvel no fundo do rio, de preferência em águas lamacentas. Deve-se tomar cuidado para não pisar numa arraia, pois apesar de não ser venenosa possui um ferrão coberto de limbo que dilacera a parte atingida provocando infecção e dores terríveis no homem, que pode ficar imobilizado por vários dias.

 

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PIRANHA (Jerrasalmus pygocentrus e Serrasalmus spp)

Vivem em rios, lagoas e represas, desde o norte da Amazônia até a costa oeste do Rio Grande do Sul. É o peixe mais voraz do Pantanal. Ao menor indício de sangue na água elas se reúnem em grande cardume, prontas para devorar o que estiver sangrando. Atacam até mesmo os pés e a boca dos animais que se abaixam para beber água no rio. O homem também é vítima do seu apetite, sendo necessário o máximo de cuidado para não se ferir. Possui escamas e chega a tingir no máximo 35 cm e não pesa mais do que quatro quilos. No Pantanal, para se atravessar um rio ou riacho com uma boiada, costuma-se sacrificar um animal alguns metros abaixo para o cardume não atacar o rebanho. Sua carne é boa, apesar de espinhosa, sendo muito utilizada como caldo ou sopa. O jacaré é outro que aprecia muito sua carne, e a matança destes explica a proliferação das piranhas do Pantanal.

 

As Melhores épocas para pesca-la é durante todo o ano, sempre respeitando as épocas de Piracema. E seu tamanho mínimo é 25 cm. Apesar de muitos pescadores acharem que devem matar todas as Piranhas que são capturadas, deve-se soltar a maioria, pois a Piranha pode ser considerada como o maior protetor dos peixes do Pantanal e da Amazônia, já que rouba muitas iscas, evitando que outras espécies sejam capturadas em excesso.

 

Conhecida como predadora implacável, a Piranha está sempre a procura de carne, seja de peixe ou qualquer outro animal sendo, portanto, muito fácil de ser capturada. Para se pescar Piranhas , pode-se utilizar qualquer tipo de equipamento, desde que a isca seja um pedaço de carne, de preferência sangrando, pois a Piranha pode captar a isca a muitos metros de distância. As maiores Piranhas existentes são as do Pantanal e as Piranhas pretas que vivem em águas Amazônicas. Para estas, deve-se utilizar equipamento de ação média a média/pesada, composto por uma vara para linhas de 10 a 25Lbs, carretilha ou molinete com capacidade para armazenar 100m de linha de 0,40mm de diâmetro e um anzol número 4/0 a 7/0 encastoado, pois as piranhas têm dentes que podem cortar a linha facilmente. Para atrair grandes cardumes de Piranhas é muito fácil, pois basta cevar o local com pedaços de carne com sangue, que é o principal atrativo para este tipo de peixe.

 

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BARBADO (Pinirampus pirinampus)

É um tipo de bagre muito comum, encontrado nos rios da bacia do Prata e Pantanal Mato-grossense. Atinge porte bastante grande, não ultrapassando 1,20 m, chegando a pesar por volta de 12 Kg. Sua cor é muito bonita, prata metálico, levemente esverdeado. Bom de briga, já que possui mais força que a cachara ou o pintado.
Porém sua carne não é muito apreciada pelo pessoal ribeirinho. É um peixe de couro liso que possui junto ao canto da boca barbatanas grandes, daí a origem do seu nome. Esta espécie de peixe pode ser pega durante a pesca do Pintado ou Cachara, com certa facilidade, por povoar mais ou menos as mesmas regiões.  

Barbado

O material de pesca é basicamente o mesmo usado para o Pintado ou Cachara, de médio a pesado. Linhas de bitola 0.40 a 0.60 com anzóis de 2/0 a 6/0. É sempre aconselhável que se use encastoado, girador e chumbada ovalada (oliva), variando o peso conforme a força da água. As iscas usadas são Tuviras, Pirambóias, Minhocuçus, filés de peixe.

 

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PINTADO (Pilmelodus clarias e Pseudoplathystoma corruscans)

É um peixe considerado nobre no Pantanal, pois sua carne tem poucos espinhos e é muito saborosa. Chega a atingir 1,5 m e a pesar mais de 40 quilos. É um peixe de couro, com listras pretas transversais e pintas pretas por todo o corpo. Engole a isca de uma vez, tornando fácil sua pescaria no anzol. Pode ser encontrado desde o Mato Grosso , passando por Minas Gerais, Goiás até o sudoeste do Paraná e sul do Paraguai. Freqüenta local como: boca de canais dos rios, bocas de corichos e embaixo de camalotes. Prefere local onde o fundo é arenoso.

Quando estiver em um determinado local do rio, teste todas as possibilidades, pois pode ocorrer de não se estar pegando nada em uma curva, porém, na mesma curva do outro lado do rio pode haver um grande cardume passando desapercebido. Os Pintados podem ser pescados durante todo o ano, devendo se evitar as épocas de frio e Piracema. Seu Tamanho mínimo permitido é 80 cm.

 

Deve-se utilizar equipamento de ação média/pesada para pesada, pois este peixe pode alcançar até 80Kg, apesar de exemplares como este serem muito difíceis de serem capturados hoje em dia, pois a pesca predatória é muito grande. A vara deve ser para linhas de 15 a 45Lbs, a carretilha ou o molinete deve armazenar 100m de linha de 0,50mm de diâmetro e os anzóis devem ser encastoados de tamanho 7/0 a 10/0. Deve-se utilizar chumbada que possa correr na linha, tendo seu peso variando com a profundidade do pesqueiro e a correnteza. Com iscas naturais, pode-se pescar na rodada ou ancorado, sendo que as melhores iscas são: tuvira (morenita), cascudinho, jeju, lambaris, piaus e pedaços de peixe. Com iscas artificiais , pode-se pescar no arremesso ou no corrico sendo esta última a melhor opção. As melhores iscas serão as de profundidade com tamanho variando entre 20 e 30 cm de comprimento.

 

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Palmito PALMITO

Este peixe é um dos habitantes mais comuns das águas correntes de nosssa região pantaneira, pertence à numerosa família pimelodidae. De pequeno porte, dificilmente ultrapassa os 50 cm. Carne muito saborosa e macia, talvez daí a origem de seu nome. Seu dorso é de coloração cinza escuro, passando a cinza claro no sentido de ventre. Seus olhos podem ser considerados grandes em proporção à sua pequena cabeça.

 

O equipamento de preferência é material leve, o que dá um pouco mais de esportividade à pesca desta espécie. Linhas de 0.30 a 0.40 e anzóis de 2/0 a 6/0. Girador, chumbada e encastoado, também de tamanho médio. O encastoado é sempre bom para proteger a linha contra possíveis ataques das piranhas. As iscas são pequenos peixes, ou mesmo pedaços deles, minhoca, gafanhoto ou pequenos insetos, pedaços de coração ou fígado de boi.

 

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BAGRE (Tachys urus genidens e felichthys)

Muito apreciado pela carne saborosa, o bagre chega a pesar dois quilos e não ultrapassa 30 cm. Possui nadadeiras dorsais e é desprovido de espinhos de sustentação. Seus ferrões podem provocar ferimentos sérios, motivo pelo qual não se pode pegá-lo com as mãos desprotegidas. Alimenta-se de qualquer presa, desde que caiba no tamanho de sua boca, que é dilatável.

 

Este peixe pode ser encontrado tanto em águas salgadas e salobras da costa leste brasileira como nas águas interiores do nosso território. O nome bagre é genérico, já que existem muitas espécies de bagre diferentes. No mar podem atingir até um metro de comprimento e 15Kg de peso, sendo que em águas interiores chegam a atingir apenas 2Kg, não considerando é claro os grandes Bagres que tem nome específico como por exemplo a Pirarara e a Piraíba.

 

Este peixe pode ser pescado durante todo o ano tanto na praia quanto embarcado em rios e canais de baías. Deve-se utilizar equipamento leve, composto por uma vara para linhas de 6 a 14 Lbs, carretilha ou molinete com capacidade para armazenar 100 metros de linha com 0,30mm de diâmetro e anzóis tipo maruseigo tamanho 1/0 a 3/0. Deve-se utilizar chumbada que faça com que a isca toque o fundo. Pode-se também pescar com vara de bambu ou telescópica, caso o pesqueiro possibilite que, desta forma, a isca fique ao alcance do peixe. As melhores iscas são as minhocas, larvas e pedaços de carne(coração de boi).  Mas tome muito cuidado com os ferrões deste peixe, pois uma ferroada pode causar sérios danos ao pescador estragando a pescaria. Seu tamanho mínimo permitido é de 25cm.

 

 

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PACÚ (Milossoma paraguaiensis e Piaractus mesopotamicus)

No Brasil existem mais de trinta espécies de Pacú, sendo que pode ser encontrado em quase todo o território nacional. Há várias espécies desses peixes no Pantanal onde é mais pescado. Freqüenta rios e lagoas nas épocas de cheia, onde come quase de tudo, vegetais, frutas, peixes, etc. A mais apreciada das espécies é a que possui o dorso preto e a barriga amarela. Esta apresenta o formato de um disco ovalado, com aproximadamente 50 cm de comprimento e chega a pesar 8 quilos. O pacu é muito brigador e os pescadores gostam de pegá-lo no anzol. Sua carne é considerada nobre. Essas espécies crescem rapidamente e são muito procuradas para a piscicultura. Em algumas regiões do Brasil recebem o nome de caranha. (Collossoma orbinyanum), e estas sim, alcançam até 20 quilos.

 

Como no verão o Pantanal está fechado para pesca(época da Piracema), os melhores meses serão os de março e abril, pois o nível das águas deverá estar alto e ainda deverão existir árvores derrubando frutas na água, local onde haverá maior concentração de Pacús. Seu tamanho mínimo é 40 cm.

 

O Pacú pode ser pescado de duas maneiras: Na Batida: Com o barco na rodada próximo a um barranco com árvores frutíferas, utilizando-se um varejão de aproximadamente 4,0m de comprimento, linha de 0,50mm de diâmetro do comprimento da vara e um anzol encastoado de haste curta, tamanho de 3/0 a 6/0, procede-se batendo com a isca (fruta, coquinho ou bola de massa) 2 ou 3 vezes seguidas deixando a isca afundar até que o Pacú a ataque. Fisgue com bastante força para que o anzol fixe na boca dura do peixe. Ou no Arremesso: Deve-se utilizar equipamento de ação média/pesada composto por uma vara para linhas de 10 a 25Lbs, anzol encastoado de haste curta de número 3/0 a 6/0 e chumbada que possa correr pela linha. Com o barco amarrado próximo ao barranco, arremessa-se a isca de modo que ao afundar ela fique em locais como: debaixo de camalotes, barrancos com árvores frutíferas, etc. As melhores iscas são as que possuem gosto azedo: caranguejo, filé de peixe amanhecido e frutas da região. Tanto na batida como no arremesso, deve-se fazer o máximo de silêncio, pois ao menor barulho os Pacús somem.

 

 

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PACU-CARANHA (Colossoma orbinyanum)

Há várias espécies desses peixes no Pantanal. A mais apreciada é a que possui o dorso preto e a barriga amarela. Esta apresenta o formato de um disco ovalado, com aproximadamente 50 cm de comprimento e chega a pesar até 20 quilos. O pacu é muito brigador e os pescadores gostam de pegá-lo no anzol. Sua carne é considerada nobre. Essas espécies crescem rapidamente e são muito procuradas para a piscicultura.

 

 

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PACU-PEVA (Gênero myletes)

Peixe fluvial da família do pacu, diferenciado deste por ser menor. Suas escamas são brancas-amareladas e andam quase sempre em cardume. Não passa de 30 cm e pesa no máximo 500 gramas. Na cozinha é muito apreciado principalmente frito.

 

 

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CACHARA (Pseudoplastistoma fasciatum)

Esse peixe de água doce é muito parecido com o surubim. É de couro e atinge mais de 1,20 m de comprimento, pesando mais de 100 quilos em alguns casos. Sua carne é muito saborosa. Ele difere do pintado e do surubim pelas barbatanas e rabo ligeiramente avermelhados.

 

As Cacharas freqüentam rios, lagoas, igarapés, desde a Amazônia até o Pantanal Mato-grossense. Freqüentam os locais de águas mais lentas, próximas a camalotes (aguapés) onde espreitam suas presas e, ao mesmo tempo, tem refúgio dos seus predadores.  Para sua pesca deve-se utilizar equipamento médio/pesado, pois este peixe pode alcançar 1,20m de comprimento e pesar até 20 Kg. Deve-se utilizar uma vara para linhas de 10 a 30Lbs, a carretilha ou o molinete deve comportar 100m de linha de 0,50mm de diâmetro, sendo que na ponta da linha deve-se usar um empate ou encastoado e anzóis com tamanho variando de 6/0 a 10/0. As iscas mais utilizadas são as de pequenos peixes da região em que se está pescando, como as tuviras (morenitas), piaus, jejus, muçuns, etc. Pode-se também pescar com iscas artificiais que trabalham bem rente ao fundo, utilizando-se o mesmo equipamento das iscas naturais.

 

Procede-se se parando o barco a aproximadamente 20m do local em que se quer arremessar. Após tocar o fundo, deve-se manter a linha esticada, ficando à espera de pequenos toques que serão seguido de uma corrida longa. Quando a vara abaixar com a corrida do peixe, fisgue vigorosamente duas vezes para que o anzol fixe bem. Você deve tomar cuidado com os ferrões laterais, pois estes podem causar graves ferimentos no pescador descuidado. As cacharas podem ser capturadas de fevereiro à outubro, sendo melhor as épocas de seca. O tamanho mínimo exigido é de 80cm.

 

 

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CORIMBATÁ (Prochilodus lineatus)

Muito comum no Brasil o Corimbatá alcança até 60 cm de comprimento. Sua carne é saborosa desde que saibam prepara-la. Pois revela um gostinho de terra bastante característico da espécie.
Daí ser conhecida em outras regiões do Brasil como papa-terra. Recebe ainda outros nomes como grumatã, ourimatã e ainda corimbatá.

 

 

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TRAÍRA (Ostariotisi)

É um peixe carnívoro de água doce, bastante popular no Brasil. Alguns exemplares chegam a atingir 50 cm de comprimento e a pesar três quilos. É a isca mais indicada para a pesca do pintado. Para fisgar uma traíra, basta uma isca de peixe ou carne. Cuidado com a sua boca, cheia de dentes afiados, que podem arrancar o pedaço mordido. Vive em grupos pequenos, no máximo de quatro a cinco cabeças, e por isso não é tão perigosa quanto a piranha. É indesejável na piscicultura, pois tem um mau hábito de se alimentar de alevinos e peixes pequenos de outras espécies. Apesar de carnívora, não é tão rápida e voraz quanto a piranha, pois, maior e mais lenta, costuma aguardar a passagem da presa para abocanha-la. Não deve ser confundida com o trairão (Hoplias lacerdae), peixe muito maior e que dá preferência às águas correntes.

 

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PIAU / PIAUÇU / PIAVUÇU

(Leporius copelandi e Leporinus sp)

Vivem nas margens dos rios, embaixo de camalotes e bocas de lagoas. Parente da Piapara está presente no Pantanal Mato-grossense bem como nos estados de Minas Gerais, Goiás e São Paulo. O piau, conhecido no Pantanal como piauçu, piavuçu, e piau três pintas, habita os cursos de água limpa e corrente. É um peixe de escamas coloridas e não muito grande, pesando no máximo quatro quilos e medindo 60 cm de comprimento. Adapta-se com facilidade à piscicultura, podendo ser criado em açudes e represas. Sua isca predileta é o milho verde. É muito arisco e qualquer barulho o afasta do local. Pode ser pescado em toda a estação de pesca no Pantanal, que vai de fevereiro a outubro. Seu tamanho mínimo permitido é 40 cm.

 

Deve-se utilizar equipamento de ação média, composto por uma vara para linhas de 10 a 20Lbs, carretilha ou molinete com capacidade para armazenar 100m de linha de 0,40mm de diâmetro, anzóis de haste curta tamanho 2/0 a 5/0 e chumbada móvel na linha. As melhores iscas são: caranguejos, frutas e pequenos peixes inteiros ou em pedaços. Procede-se arremessando a isca deixando afundar, mantendo a linha esticada. Deve-se fisgar ao se sentir toques curtos na linha, pois o Piauçu costuma roubar a isca com extrema rapidez. Mantenha a embreagem do seu molinete ou da sua carretilha bem regulada, pois este peixe briga muito tomando vários metros de linha antes de ser embarcado.

 

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PIAVA (Leporinus bimaculatus/copelandi)

Semelhante ao piavuçu ou piauçu, possui um tamanho menor que este, diferença também notada nas manchas negras sobre as escamas centrais do corpo. Saborosa na mesa no Pantanal sua carne é também utilizada como isca de peixes grandes. É conhecido em alguns pontos do Brasil como piaba.

 

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JAÚ (Paulicea luetkeni)

Existe na Amazônia e na Bacia do Prata, sendo que nesta última, é a maior espécie encontrada na região. Freqüenta os grandes poços dos rios onde espreita suas presas. Atinge até dois metros de comprimento e chega a pesar mais de 160 quilos, sendo um dos maiores peixes de água doce dos rios sul-americanos, perdendo apenas para o pirarucu e o filhote ou piratinga. É um peixe liso e escuro, às vezes claros e amarelados. Vive em rios caudalosos e se esconde em pedreiras submersas. O sabor característico de sua carne não é tão agradável com os de outros semelhantes à sua espécie. Pode ser capturado durante todo o ano, pois este peixe sente pouco as adversidades climáticas. Seu tamanho mínimo permitido é 90 cm.

 

Deve se utilizar equipamento de ação pesada, composta de vara para linhas de 20 a 50Lbs, carretilha ou molinete com capacidade para armazenar 150m de linha 0,60mm e anzóis encastoados de tamanho 10/0 a 14/0. Ancorando o barco um pouco acima do poço, procede-se se arremessando a isca de forma que esta permaneça bem colada ao fundo, sendo necessária a utilização de chumbada de até 1000g (1Kg). Quando fisgado este peixe pode tomar muitos metros de linha, pois além de forte ele é ajudado pela correnteza. Por isso, o pescador deve ter paciência ao brigar com o peixe, pois para que a linha não arrebente, é necessária às vezes mais de uma hora de briga.

 

Se ao começar a pescaria, alguns abotoados forem capturados, não desanime, pois o abotoado é o principal alimento do Jaú sinalizando que ele está por perto.

 

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PIRAPUTANGA (Brycon hilarii e Brycon orbygnianus)

A piraputanga mais parece uma matrinxã, com nadadeiras e cauda avermelhadas, e escamas brancas pelo corpo. É muito ágil ao ser fisgada. Atingem mais de 50 cm de comprimento e seu peso dificilmente alcança um quilo, por maior que seja. Saborosíssima quando assada, é muito disputada pelos pescadores.
Habitam o Pantanal Mato-grossense, onde existem em grande quantidade. Elas alimentam-se de pequenos peixes, frutos, flores e insetos. São facilmente encontradas em poços, corredeiras e embaixo de árvores frutíferas. As Piraputangas podem ser capturadas durante toda a temporada de pesca no Pantanal, que vai de fevereiro a outubro. O tamanho mínimo é de 30 cm.

 

O equipamento deve ser de ação leve ou média/leve, composto por uma vara para linhas de 8 a 14Lbs, carretilha ou molinete que comporte até 100m de linha de 0,30mm de diâmetro. Deve-se utilizar anzóis número 12 a 16 e pouco chumbo, pois se concentram à meia água. As iscas naturais mais utilizadas são: frutas da região, peixes pequeninos , vísceras de peixe e milho verde cozido. Caso se queira pescar com iscas artificiais, deve-se utilizar pequenos plugs de superfície, meia água e spinners.

 

Também pode-se pescar com varas de bambu ou telescópicas, linha de 0,30mm de diâmetro com o mesmo comprimento da vara e anzóis de número 12. Pode-se utilizar bóia ou não, dependendo da profundidade em que se quer pescar. Mantenha a embreagem do seu molinete ou carretilha bem regulada, pois, quando fisgada, a Piraputanga dá fortes corridas que podem comprometer a linha. Quanto mais fina for a linha, mais esportiva estará sendo a pescaria.

 

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JurupocaJURUPOCA (Hemisorubim platyrhynchus)
Espécie da família pimelodidae, como todos os bagres. (Jaús, Jurupencém, Mandis, Palmito, Barbado, etc...), Peixes de couro semelhante ao bagre, porém um pouco maior, alcançando mais de 50 cm. Chega a pesar até oito quilos. Não oferece resistência quando fisgado. O interessante é a etimologia das palavras em tupi-guarani que caracteriza bem as espécies. Jurupoca quer dizer: "Juru" = boca, "poca" = rachada, o que condiz com sua anatomia. Sua coloração pode sofrer pequenas variações dependendo da região, começando com um castanho pouco esverdeado no dorso para o amarelo que predomina. Outra característica são as pintas pretas alinhadas na extensão do seu corpo. A carne deste peixe é amarelada e suave, fina e com pouca gordura, é considerada uma das mais nobres dos rios brasileiros com excelente sabor.

 

Geralmente se usa equipamento de leve a médio, carretilha, molinete, vara de bumbu ou linha de mão. Linha de bitola de 0.30 a 0.50 com anzóis de 2/0 a 4/0, chumbada ovalada (oliva), encastoado e girador. As iscas são normalmente brancas, (sauás, lambaris, saguirus, corimbinhas, piauzinhos, etc...). Pesca-se também com Tuvira, Jeju, Pirambóia, etc...

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JurupencémJurupencém (Sorubim lima)

 Conhecido também como Bico de Pato, ou Surubim Lima. Como todos os peixes da espécie surubim, possui a cabeça achatada, boca larga, hábitos noturnos, muito embora seja pescado durante o dia, em águas mais turvas e profundas. Uma das características principais do Jurupencém, é a grande diferença entre o maxilar superior e inferior. É dotado de uma mancha longitudinal no dorso e outra nas laterais do corpo. As nadadeiras tomam um tom de avermelhado para o róseo. Não chega a atingir grandes proporções, mantém uma média entre 35 e 45 cm de comprimento.

 

O equipamento de pesca é o material leve, embora seja comum essa espécie entrar durante a pesca de peixes maiores. Linhas de bitola 0.30 a 0.50, com anzóis de 1/0 a 4/0. Encastoado e girador médio. Chumbada, como em quase todos os casos, variando conforme a profundidade e velocidade da água. As iscas preferenciais são as brancas e pequenas, (lambaris, saguirus, sauás) minhoca, minhocuçu, Tuviras, pedaços de coração e fígado de boi.

 

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ABOTOADO / BOTOADA / ARMAU (Pterodoras granulosus)

 

Vive em rios nos estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso e freqüenta poços de grande profundidade onde rastreia o fundo atrás de comida, podendo atingir até 70cm de comprimento e 7Kg de peso.

 

É muito comum se capturar Armaus quando se está pescando Jaú, já que ambos freqüentam os mesmos locais, sendo que o Armau, muitas vezes, serve de alimento para o Jaú. Porém, se o pescador partir em busca apenas do Armau, ele deve utilizar equipamento médio/pesado, composto por vara para linhas de 12 a 30 Lbs, carretilha ou molinete com capacidade para armazenar até 100m de linha com 0,50mm de diâmetro e anzóis tipo maruseigo de tamanho 6/0 a 8/0. Deve-se utilizar chumbada suficiente para que a isca venha a tocar o fundo. Procede-se ancorando o barco próximo ao poço, a uma distância que faça com que a isca, ao ser arremessada, fique na parte mais profunda do rio. As melhores iscas são os minhocuçus, tuviras e pedaços de peixe.

 

Será comum a ocorrência de jaús nesta pescaria, portanto leve um galão que flutue e amarre-o na ponta da corda da âncora que estiver amarrada ao barco, deixando um laço fácil de ser desfeito. Caso o peixe pareça muito maior que um Armau, desamarre o barco, deixando a âncora sinalizada e vá com o barco atrás do peixe, pois o material acima descrito serve apenas para os Armaus ficando muito leve para os Jaús.

 

Pode ser capturado durante todo o ano respeitando, logicamente, as épocas de reprodução. Tamanho Mínimo é de 35 cm.

 

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Peixe cachorroCACHORRA (Hydrolycus scomberoides e Raphiodon vulpinus)

Dentre os dois tipos de Cachorra existentes no Brasil, um vive na Amazônia (Hydrolycus scomberoides) e o outro na Bacia do Prata (Raphiodon vulpinus). As duas espécies têm hábitos semelhantes e gostam de freqüentar os locais de águas mais rápidas e com estruturas como paus e pedras. Elas Também são encontradas nos rios mato-grossenses que formam a bacia do pantanal.

 

As cachorras podem ser pescadas durante todo o ano, sendo que na estiagem, quando a água está mais limpa e o rio mais baixo, é mais fácil de encontrá-la, pois a disputa por alimento aumenta. O tamanho mínimo permitido é de 40cm.

 

Para se pescar Cachorras, deve-se utilizar um equipamento de ação média/pesada, composto por uma vara para linhas de 12 a 30Lbs e carretilha ou molinete com capacidade para 100m de linha de 0,40mm de diâmetro. Deve-se utilizar um encastoado de aço encapado próximo à isca , para evitar que os dentes afiados da Cachorra cortem a linha durante a briga. Tanto com iscas naturais como com iscas artificiais, procede-se arremessando a isca em locais de águas rápidas e turbulentas, próximo à estruturas como galhos, pedras, e desbarrancados, tomando cuidado de manter a linha esticada para que esta não enrosque e que permita a fisgada no primeiro ataque do peixe.

Dica: Como a Cachorra salta muito ao se sentir fisgada, mantenha a vara abaixada com a linha esticada para que ao saltar, o peixe não escape.

 

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MATRINXÃ (Brycon sp)

As Matrinxãs são encontradas em águas amazônicas e nos rios que formam a bacia pantaneira, onde freqüentam rios e lagoas a procura de frutinhas e pequenos peixes, seus principais alimentos. Vivem próximas à estruturas como paus submersos, onde espreitam suas presas. Nas épocas de seca, pois os rios estão mais baixos, deixando as Matrinxãs mais vulneráveis. Nas épocas de cheia, os peixes se infiltram na floresta alagada, onde é impossível de se arremessar. Tamanho mínimo permitido é 30 cm.

 

A Matrinxã pode ser considerada hoje, como um dos peixes mais esportivos das águas interiores brasileiras, pois promove ataques cinematográficos às iscas artificiais, seguidos de fortes corridas e saltos acrobáticos. A melhor forma de se pescar Matrinxãs é na modalidade de pesca com iscas artificiais, sendo que o equipamento utilizado deve ser de ação média composto por uma vara para linhas de 10 a 20Lbs e carretilha ou molinete com capacidade para 100m de linha de 0,35mm de diâmetro. As melhores iscas são os pequenos plugs de superfície, meia água e spinners. Procede-se arremessando junto a estruturas submersas ou embaixo de árvores frutíferas, trabalhando os plugs com pequenos toques para provocar o ataque do peixe. Os spinners devem ser recolhidos de forma contínua e com velocidade média. Portanto, utilize linhas mais finas para aumentar a esportividade da pescaria. Tome cuidado quando o peixe saltar, pois é nesta hora que as iscas costumam escapar da boca do peixe vindo em direção ao pescador.

 

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TUCUNARÉS (Cichla spp)

 

Originários da Amazônia podem ser encontrados em lagoas marginais aos rios nas épocas de seca e nos igapós nas épocas de cheia. Atualmente, também são encontrados em represas hidrelétricas desde o oeste do Paraná (Itaipú) até o estado de Goiás (Emborcação) e no norte do Pantanal Mato-grossense (Rio Piquiri). Os tucunarés, pesando entre 2 e 3 quilos, são encontrados em abundância nas águas do Pantanal. É bom salientar também que, de outubro a final de janeiro e até meados de fevereiro, o tucunaré tem sua época de desova, que deve ser respeitada, pois nessa ocasião se reproduzem e protegem a prole valentemente, tornando-se então, pela vulnerabilidade ocasionada por sua valentia, presas fáceis de pescadores menos esportistas.

 

As melhores épocas são os meses de setembro e outubro, pois nesta época, tanto as águas de represas como de rios, estarão com seus níveis estabilizados, proporcionando ao Tucunaré, o início da sua reprodução. São permitidos os Tucunarés com o tamanho mínimo de 35 cm.

 

Deve-se utilizar equipamento de ação média a média/pesada, com vara para linhas de 10 a 25Lbs, carretilha ou molinete com capacidade para armazenar 100m de linha de 0,40mm de diâmetro, um arranque de linha de 0,60mm de diâmetro e 1,50m de comprimento , sendo que preferencialmente deve-se usar iscas artificiais.

Procede-se se arremessando a isca próxima a estruturas como: paus, pedras e capim, pois ali estarão os Tucunarés espreitando suas presas. As melhores iscas serão as de meia água e de superfície do tipo hélice e zigue-zague. Caso o Tucunaré bata na isca de superfície, mas não seja fisgado, arremesse em seguida uma isca de meia água, fazendo com que ela passe no local onde ocorreu a primeira ação, pois desta forma o Tucunaré dificilmente recusará a isca.

 

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LICENÇA PARA PESCA

 

 

[AMADORA]    [PROFISSIONAL]    [INFORMAÇÕES BÁSICAS]

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Pesca Amadora

  • São dispensados do pagamento da taxa de licença amadora os aposentados e maiores de 65 anos

 

  Pesca Profissional

  • Prencher formulário específico em qualquer unidade ou sub-unidade do IBAMA. Esta licença somente é fornecida a pescadores que façam da pesca sua atividade exclusiva, sem quaisquer outras fontes de renda.

 

  • Os dados apresentados no referido formulário são comparados com as informações da Receita Federal.

 

   INFORMAÇÕES

 1 - Esta licença é válida em todo Território Nacional pelo período de um ano, contando a partir da data da autenticação bancária, devendo, inclusive, acompanhar o transporte interestadual do pescado.

  2 - Petrechos permitidos:

    Categoria A - Desembarcada: linha de mão, puçá, caniço simples, caniço com molinete, tarrafa (permitida somente no mar)  e espingarda de mergulho.

    Categoria B -   Embarcada: realizada com o auxilio de embarcação e com o emprego dos petrechos permitidos na categoria A.

 3 - Limite de captura e transporte de pescado: 30(trinta)kg e mais um exemplar de qualquer peso.

 4 - Não é permitido o emprego de aparelhos de respiração artificial na pesca subaquática, a não ser para pesquisa ou fotográfica.

* Fonte Ibama

 

Consulte ainda para maiores detalhes os tópicos no menu lateral sobre “A Piracema”, “Leis da Pesca” e "Órgãos Fiscais".

 

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TAMANHO MÍNIMO DOS PEIXES

 

 

NOME VULGAR

NOME CIENTÍFICO

MEDIDA MÉDIA

Abotoado

Pterodoras granulosus

35 cm

Acará

Loricariidae

15 cm

Apapá

Pellona castelnaeana

45 cm

Aruanã

Osteoglossum bicirrhosum

50 cm

Bagre

Tachys urus genidens

25 cm

Bagre

Tachys felichthys

25 cm

Barbado

Pinirampus pirinampus

40 cm

Bicuda

Boulengerella sp

80 cm

Black Bass

Micropterus salmoides

30 cm

Cachara

Pseudoplastistoma fasciatum

80 cm

Cachorra

Raphiodon vulpinus

40 cm

Camboatá

Callichtys collichtys

 

Cascudo

Nematognatha

 

Chicote

 

 

Curimba

Prochilodus lineatus

38 cm

Curimatá Pacu

Prochilodus scrofa

40 cm

Dourada

Brachyplathystoma flavicans

120 cm

Dourado

Salminus maxillosus

55 cm

Jaú

Paulicéia luetekini

90 cm

Jurupecem

 

75 cm

Jurupoca

Hemisorubim plathyrhynchos

50 cm

Lambari

Astyanax sp

20 cm

Mandi

 

15 cm

Matrinchã   40 cm

Pacu

Colossoma mitrei

40 cm

Pacu-caranha

Piaractus mesopotamicus

35 cm

Pacu-peva

Mylossoma orbignyanum

 

Piau

Leporinus

30 cm

Piauçu

Leporinus spp

40 cm

Piava

Leporinus friderici

 

Pintado

Pseudoplastysoma coruscans

80 cm

Piranha

Serrasalmus spp

25 cm

Piraputanga

Brycon hilarii

30 cm

Rapa-Canoa

 

 

Saicanga

Sagüiru açu

15 cm

Sardinha

Triphortheus angulatus

15 cm

Sauá

Tetragonopterus argentus

5 cm

Tambaqui

Colossoma macropomum

55 cm

Traíra

Hoplias malabaricus

30 cm

Traírão

Hoplias lacerdae

45 cm

Tucunaré

Cichla spp

35 cm

Ximboré

Schizodon sp

 

 

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