PANTANAL MATO-GROSSENSE

SANTUÁRIO ECOLÓGICO DO MUNDO

   

O ABRIR-SE DE UMA NOVA FRONTEIRA

VISÃO DE CONHECIMENTOS GERAIS

 

 

O PATRIMÔNIO ECOLÓGICO O CICLO DA VIDA UMA BACIA PISCOSA
FAUNA ICTIOLÓGICA ORIENTAÇÕES FUNDAMENTAIS TRANSLADO TURÍSTICO

 

 

 

 

 

O PATRIMÔNIO ECOLÓGICO

 

O ambiente considerado patrimônio ecológico da humanidade está localizado no Centro-Oeste do Brasil. O Pantanal é um dos mais importantes ecossistemas do planeta. Seu território ocupa umas imensas planícies cortadas pelo Rio Paraguai e afluentes. Habitam a região milhares de espécies vegetais e animais, incluindo uma enorme variedade de aves, tanto nativas como provenientes de outras áreas das Américas. Utilizando a planície como habitat ou ponto de reprodução, os animais conferem a cor e a vida ao local e propiciam a apreciação de um dos maiores espetáculos da Terra.

 

O pantanal é considerado a maior reserva ecológica do Mundo. Milhares de espécies da fauna convivem harmoniosamente em meio a uma flora exuberante, num contato direto com a natureza, magicamente distribuída em seus mais de 230.000 km² em território brasileiro (Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul).

 

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O CICLO DA VIDA

 

O ciclo de vida do Pantanal compreende dois períodos distintos: o das águas, considerado o período das chuvas, que vai de novembro a março; e o das secas, de abril à outubro, onde afloram espetáculos de indescritível beleza. É um contínuo movimento de vida, formando um ecossistema único, sem similar em todo mundo.

 

Quatro fatores influenciam na formação dos pântanos de água corrente: a geografia, o solo, o elevado número de rios (175) e as formações que o circundam. O Pantanal é uma região plana, com altitudes que não vão além dos 200 m acima do nível do mar. A declividade, quase nula, de 6 a 12 cm/Km no sentido leste-oeste e de 1 a 2 cm/km no sentido norte-sul, favorece as inundações que propagam-se de norte para o sul e de leste para o oeste, ao longo do Rio Paraguai, único escoadouro do Pantanal. Circundado pelo Planalto Brasileiro (a leste) e, mais ao longe, pela Cordilheira dos Andes (a oeste), estas regiões acabam vertendo suas águas para o Pantanal nas épocas de cheia ou degelo. Este fenômeno geográfico acaba sendo responsável pela formação de um solo rico em argila, que impede a absorção da água. Quando do período das cheias justifica a lenda sobre sua origem, que seria um imenso mar interior, o Mar de Xaraés. Esse complexo hidrográfico compreende ainda incontáveis baías ou lagos das mais variadas superfícies, interligadas ou não pelos corixos e vazantes que são pequenos rios perenes ou periódicos. Nas enchentes de rio ou de chuva ocorre uma extraordinária interligação entre rios, braços e baías. As águas, enfim, tornam-se uma só: o Mar de Xaraés. Na vazante, enriquecida pelo húmus, a região transforma-se na maior e mais rica concentração de alimentos naturais que irá sustentar toda sua flora e fauna. É o período que verdejam as mais extensas e vigorosas pastagens do mundo.

 

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UMA BACIA PISCOSA

 

O Paraguai é o principal rio do Pantanal de Mato Grosso, nascendo nas serras que dividem praticamente as duas principais bacias do Brasil: a Amazônica e a do Prata. É formado pelo Paraguaizinho no Município de Diamantino-MT, recebendo depois outros afluentes, como o dos Bugres, São Francisco de Paulo, Sant'Ana, e assim vai engrossando o volume com outros afluentes de maior realce como o São Lourenço, Cuiabá, Itiquira, Taquari, Negro, Abobral, Miranda, Aquidabã, Branco, Irerê e Apa, fazendo este último a divisa de Mato Grosso com o Paraguai.

 

Desta forma, o Paraguai não é só o principal rio do Pantanal de Mato Grosso, mas sim, uma verdadeira bacia com 1.400 km de extensão em território brasileiro. Esse rio e seus afluentes são responsáveis por um esplendor que só o Pantanal oferece. Os rios mais importantes dessa bacia são: São Lourenço (670 Km) e Cuiabá (650 Km), ao norte; Miranda (490 Km), Taquari (480 Km), Coxim (280 Km) e Aquidauana (565 Km), ao sul; e outros rios de menores extensões tanto ao norte como ao sul como exemplo Nabileque, Apa, Negro, Itiquira, Taquari, Irerê etc. são igualmente responsáveis pela formação desta bacia.

 

Este sistema tem cerca de 175 rios, mas não é constituído apenas de rios, existe uma imensa planície das áreas alagáveis. Ao contrário de brejos, as águas do Pantanal estão em constante movimento, variando com as épocas de cheia e de seca. A declividade faz com que as águas das cheias não fiquem fechadas nem estagnadas. Mas escoem mansamente da planície bem drenada para o leito dos rios, durante a seca, deixando em seu rastro um ambiente fértil, onde crescem e viçam variadas espécies de vegetais, especialmente das gramíneas de que se alimentam os famintos animais que permanecem ilhados durante o pico das cheias.

 

No período de Chuvas, de novembro/dezembro a fevereiro/março de cada ano, aumenta muito o volume de água dos rios, chegando a ponto de transbordar alagando toda a planície pantaneira. É por esse motivo que a região se tornou um criadouro de peixes naturais e podemos dizer ainda que é o maior do mundo em seu estado selvagem.

 

Assim, o Pantanal enche primeiramente no norte, lá por Cuiabá, em rios como o Paraguai, São Lourenço e Piquiri e toda a água corre rumo sul. Descobrimos então que o Pantanal central (região de Corumbá-MS) estará cheio quando o do norte (região de Porto Murtinho) estiver mais baixo que o do sul, já que não recebe as águas que virão do centro. Com a vazante, os pacus ainda ficam no campo durante o dia, mas durante a noite vêm para o rio principal.

 

A opulenta fauna ictiológica povoa copiosamente estas artérias hidrográficas, alimentando assim, milhões de outros animais da planície. A diversidade destas espécies tem então uma reprodução tranqüila e se multiplicam aos milhares.

Os rios mais piscosos são o Paraguai, Aquidauana, Miranda, Cuiabá, São Lourenço e Taquari, nestes rios são possíveis fisgar peixes nobres como dourados, pintados, cacharas, jaús e pacus que encontram na placidez das águas do Pantanal alimento fácil e abundante, e na vegetação da beira das lagoas, dos corixos e das vazantes. Este maravilhoso espetáculo de convívio dos animais em seu habitat natural, longe da luta pela sobrevivência, é uma grande lição de integração ambiental.

 

O mais importante é termos consciência de que devemos preservar este santuário ecológico. Pois o Pantanal não é só um lugar onde os pescadores vão divertir-se, mas sim um lugar para relaxar e ficar mais perto da natureza. Portanto ajudem a preservá-lo para que seus filhos também o conheçam.

   

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FAUNA ICTIOLÓGICA

 

A fauna do Pantanal é mui diversificada, com répteis, aves e pássaros, mamíferos e peixes. A diversidade destas espécies, tem então uma reprodução tranqüila e se multiplicam aos milhares. Entre todas, chamam a atenção à liberalidade e exuberância das aves, que encontram na placidez das águas do Pantanal alimento fácil e abundante, e na vegetação da beira das lagoas, dos corixos e das vazantes, abrigo seguro para seus ninhais. Este maravilhoso espetáculo de convívio dos animais em seu habitat natural, longe da luta pela sobrevivência, é uma grande lição de integração ambiental. Aqui daremos maior ênfase aos peixes.

 

No Rio Paraguai e seus principais afluentes São Lourenço, Coxim, Aquidauana, Cuiabá, Taquari, Miranda, Nabileque, Apa, Negro e cerca de 175 outros rios, e na imensa planície das áreas alagáveis que estão em constante movimento é possível fisgar peixes nobres como Pacus, Dourados, Pintados, Surubins, Cacharas, Jaús, Jurupocas, Jurupecens, Barbados, Matrinxãs e Piraputangas. Ainda uma infinidade de outros tipos pode ser fisgada com relativa facilidade. Tudo isto sem contar com a maravilhosa fauna, que descansa a  visão de qualquer pescador nos dias que os peixes não querem comer.

 

O sonho de todo o pescador amador é fazer uma pescaria no Pantanal. A alegria de se fisgar o rei do rio, o Dourado, que com seus saltos maravilhosos para escapar do anzol faz o pescador perder a respiração. A curiosidade em saber o tamanho e o tipo do peixe com qual se está brigando são indescritíveis. Por mais que o pescador tenha feito os mais variados tipos de pesca, ele não se sentirá realizado sem antes ter o prazer de fisgar uma das dezenas de variedades encontradas nos rios do maior santuário ecológico do mundo.

 

A fama da piranha - embora um pouco exagerada - se justifica, pois a ferocidade e a força das mandíbulas das piranhas é incrível. Podemos comprovar isso em pesquisas realizadas em Mato Grosso, onde esse peixe é extraordinariamente abundante, de modo especial, nos rios, corixos e baías do Pantanal. Elas preferem habitar as águas paradas, concentrando-se aí em quantidades impressionantes, prontas para o ataque.

 

Os tucunarés, pesando entre 2 e 3 quilos, são encontrados em abundância nas águas do Pantanal. É bom salientar também que, de outubro a final de janeiro e até meados de fevereiro, o tucunaré tem sua época de desova, que deve ser respeitada, pois nessa ocasião se reproduzem e protegem a prole valentemente, tornando-se então, pela vulnerabilidade ocasionada por sua valentia, presas fáceis de pescadores menos esportistas.

 

Tanto o surubim, pintado como a cachara apreciam permanecer no fim dos corixos, nos locais em que deságuam no rio. Normalmente, com o movimento das águas, formam-se nesses pontos buracos mais profundos e lá estarão essas duas espécies, espreitando o alimento que sai dos corixos. Outros locais preferidos pelos dois surubins são os barrancos de areia nas margens do rio, já que ali costumam dar caça aos pequenos peixes que nadam junto às margens.

 

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ORIENTAÇÕES FUNDAMENTAIS

 

Para se fazer uma pescaria em qualquer parte do Pantanal é necessário um planejamento bem feito, pois não é barato se deslocar para o Pantanal e ver tudo ir por água a baixo pela falta de estrutura do local escolhido. O primeiro passo é evitar a época da Piracema, quando acontece a desova dos peixes e a pesca fica proibida.

 

No pantanal é comum usar variados tipos de iscas vivas, variando conforme o tipo de pescaria. As mais comuns são as Iscas Naturais, encontrada em todos os Locais. Os melhores pontos são bocas (encontro de dois rios) e as curvas com remanso. E ainda águas agitadas, com corredeiras fortes.

 

Para evitar ficar feliz somente na hora de pagar a conta, são necessários alguns cuidados com a escolha do hotel ou do pesqueiro. Antes de  acertar é preciso vários tipos de informações. O preço é  muito importante, mas é preciso atenção, pois muitas vezes uma diária baixa pode trazer dissabores no atendimento e pagamentos extras embutidos. Nos hotéis são geralmente oferecidas diárias somente com café da manhã. Enquanto que nos pesqueiros, normalmente com diária mais cara, não há despesas extras, inclusive de bebidas. Antes de se decidir, vale a pena perguntar o preço, fazer as contas e, só então decidir a melhor opção.

 

Os itens que mais encarecem a pescaria no Pantanal são: aluguel do barco, motor, pagamento da diária do piloteiro, gasolina e as iscas vivas.

 

A pesca no Pantanal exige uma série de cuidados com o meio-ambiente. Alguns pesqueiros têm procurado incutir nos piloteiros, que têm contato com os pescadores. Para não desequilibrar o meio-ambiente os exemplares abaixo da medida devem ser devolvidos ao rio obedecendo ao seguinte critério: O anzol tem de ser tirado de forma a ferir menos possível o peixe que deve ser recolocado na água com cuidado. Outro ponto importante é não jogar lixo nas águas e nem nas margens.

 

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TRANSLADO TURÍSTICO

 

Aéreo – O translado é feito por empresas aéreas existentes nos aeroportos nacionais com rotas específicas ou com táxis-aéreos e pouso em fazendas apropriadas no Pantanal de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul.

 

Terrestre – No Mato Grosso pode-se ir ao Pantanal por várias estradas e rodovias. As rodovias estão em bom estado de conservação enquanto que as estradas podem variar seu estado de conservação em função das chuvas ou da estiagem. Existem linhas de ônibus regulares para algumas dessas localidades.

 

 

Fluvial – Pela cidade de Cuiabá pode-se chegar a Barão de Melgaço através do rio Cuiabá. Pela cidade de Cáceres, através do rio Paraguai, pode-se também chegar a vários pontos do Pantanal. A Hidrovia Paraguai-Paraná poderá viabilizar o acesso ao Pantanal desde o Atlântico até o Mato Grosso em um futuro próximo.

 

   

Para maior aprofundamento sobre Características Gerais, Divisão Política, Relevo, Hidrografia, Geologia, Geomorfologia, Solos, Clima, Flora, Fauna, O Homem e Economia do Pantanal clique em Aspectos e Temas Básicos. E para maiores conhecimentos sobre Meio Ambiente, Garimpos, Piracema, Hidrovia, Paraguai-Paraná, Saúde, Turismo, Caça Predatória, Poluição, Povos Indígenas, Órgãos Governamentais e Estaduais e Organizações Não Governamental (ONG's) para o Pantanal, clique em Assuntos Técnicos.

 

 

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