UMA BOA TRALHA DE PESCA

MATERIAIS INDISPENSÁVEIS

 

Sempre que se for comprar qualquer tipo de material de pesca, deve-se procurar lojas com atendimento especializado e que dão garantia de qualidade e funcionamento dos equipamentos vendidos. Dessa forma, o pescador comprará bons equipamentos com economia e garantia.

 

 

EQUIPAMENTOS

 

ALICATE DE BICO

ALICATE DE CORTE

ANZÓIS

BARCOS

BICHEIRO

BÓIAS

CAIXAS

CARRETILHAS

CHUMBADAS

CORTADOR

INDISPENSÁVEIS

LINHAS

LUVAS

MANUTENÇÃO

MOLINETES

MOTORES

PEGA-PEIXE

PUÇÁ

VARAS

VIVEIROS

ORIENTAÇÕES GENÉRICAS À AQUISIÇÃO

 

 

 

ANZÓIS

  

hookanatomy.gif (8638 bytes)InTRoDuÇÃO AOS ANZÓIS

 

A tralha de pesca jamais fica completa sem eles. Até as varas podem ser esquecidas, mas, para quem deseja fisgar um peixe, esses apetrechos têm importância básica. O anzol, acessório de importância singular comparado aos muitos equipamentos e complementos usados na pesca, muitas vezes, acaba por ser ignorado pelo pescador, normalmente atraído por produtos mais bonitos e modernos. Mas deve-se ter sempre em mente que o anzol tem por função principal fazer contato direto com o peixe.  Qualquer um fica frustrado ao perder um peixe, seja anzol em más condições, seja por sua inadequação aos espécimes ou ao tamanho daqueles que se pretende pescar. Se estudarmos melhor o assunto será possível evitar a maioria dos problemas a eles relacionados. Dos espinhos ao metal até hoje se sabe muito pouco sobre qual teria sido o primeiro tipo de anzol usado pelo homem. Conhecemos somente alguns tipos rudimentares confeccionados com materiais facilmente encontrados pelos nossos ancestrais. Como exemplo desses materiais temos os espinhos de árvores, os ossos de animais, e johnhaldenhook.gif (7190 bytes)recentemente os metais, que variam de acordo com seu formato, tamanho, e resistência. Talvez nenhum outro equipamento de pesca apresente tantas variedades quanto o anzol. Estes variam essencialmente em tamanho, forma e material. O objetivo destas variantes é, obviamente, aumentar o poder de captura do mesmo. Muito embora a escolha do anzol adequado seja determinante na produtividade da pescaria, tenho observado que este é um dos fatores mais negligenciados pelo pescador amador. A tendência geral é acreditar que um anzol médio com boa fisga seja suficiente para o que se deseja.

Como regra geral a escolha do anzol deve basear-se em dois critérios básicos: (1) a espécie a ser pescada, principalmente o tamanho da boca e as características alimentares do peixe e, (2) o tipo de isca utilizado.

Espécies de boca pequena, ou que se alimentem em pequenas porções, geralmente requerem anzóis de menor tamanho e, por conseguinte, iscas menores. Por outro lado, iscas vivas geralmente duram mais em anzóis mais finos, que tem menor resistência. A haste longa facilita a colocação de iscas que precisem ser amarradas, por não se prenderem bem à fisga do anzol.

 

anzois1.gif (4852 bytes)Anzóis comuns

 

Desde a mais remota época, em que se produziam anzóis de ossos, chifres, pedras, etc, nota-se uma constante mudança, por parte dos fabricantes, que tentam aprimorar seu formato, de forma a aumentar o poder de fisgada para cada tipo de peixe. Isso acabou proporcionando ao pescador, uma grande variedade de formatos e tamanhos específicos que, se corretamente utilizados, poderão aumentar a produtividade da pesca.

anzois2.gif (5208 bytes)Para se escolher o anzol certo, deve-se primeiramente saber exatamente qual o peixe que se pretende pescar, bem como o tamanho padrão da sua boca, sendo que peixes de boca grande (ex.: Robalo) utilizarão um tipo de e tamanho de anzol, peixes de boca pequena (ex.: Piapara) utilizarão outro tipo e tamanho. Depois de definida a espécie que se pretende pescar, deve-se saber a isca a ser utilizada, pois iscas vivas poderão durar mais tempo, caso tenha se escolhido o anzol correto. Em relação à qualidade, deve-se escolher sempre os anzóis que tenham pontas bem afiadas e fisgas que sejam eficientes. Os amantes da pesca, que praticam o pesque-e-solte, podem amassar a fisga dos anzóis, aumentando dessa forma, a esportividade da pescaria sem prejudicar muito a sua produtividade.

 

ANZÓIS GARATÉIAS

São agrupamentos de anzóis, normalmente em número de 3, utilizados para guarnecer iscas artificiais, apesar de muitos pescadores inescrupulosos utilizarem  as garatéias para pescar com iscas vivas. A escolha de garatéias, além dos mesmos fatores da escolha de anzóis, depende de alguns outros necessários para o correto trabalho da isca artificial. O peso da garatéia influenciará diferentemente na flutuabilidade da isca, bem como o tamanho fará com que o trabalho de cada isca seja melhor ou pior. Por isso, ao se comprar garatéias deve-se atentar aos seguintes fatores:

a.      Tamanho da garatéia em relação à isca artificial

b.      Peso da garatéia em ralação à isca artificial

c.      Resistência da garatéia em relação ao peixe que se pretende pescar

d.      Qualidade das pontas dos anzóis que compõem a garatéia

e.      Resistência da garatéia em relação à corrosão

Todos esses fatores agrupados farão com que o trabalho, a durabilidade e a produtividade do seu equipamento sejam aproveitados da melhor forma possível. Se você não souber qual anzol utilizar, opte pelo maruseigo, pois é o que se adapta a uma maior variedade de espécies.

Para começar recomendo dois tipos básicos de anzóis, os chamados "ponta de cristal" e os do tipo "maruseigo". As garatéias ponta-de-cristal são finas, possuem haste longa, e uma fisga extremamente afiada, enquanto os maruseigo são mais curtos e mais curvados, sendo bons anzóis de uso geral. A utilização de garatéias salvo quando guarnecendo iscas artificiais, não é considerado esportivo, sendo mesmo ilegal em alguns locais.

 

TOPO

 

 

 

 

LINHAS DE PESCA

 

Atualmente existem diversos tipos e marcas de linhas, indo das mais baratas às mais caras, e do mono ao multifilamento, com características completamente diferentes quanto a sua aplicação. Estas características estão relacionadas a maciez, resistência a abrasão, a uniformidade da medida do filamento, etc. O importante é que a linha a ser utilizada seja adequada ao tipo de pesca a ser praticada. As linhas mais comuns e usuais são os monofilamentos produzidos em material sintético conhecidos como nylon em seu estado primário (monômero) ou construídas sob a combinação de nylon de diferentes características (polímeros) onde teremos como resultado monofilamentos resistente a abrasão ou impacto. Já os multifilamentos são linhas feitas sob determinada forma de trança com microfilamento que poderão ser kevlar, spectra ou outro tipo de produto que por sua vez poderão ser fundidos ou não, dando origem a linhas de pesca muito mais finas e de altíssima resistência. Outra característica está na forma de pesca, se de superfície, meia água, etc. Em outras palavras, deve-se adequar varas e linhas ao estilo e categoria de pesca que se venha pratica.

 

As linhas de fly são linhas que possuem características distintas, onde a primeira delas esta relacionada ao tipo de caniço, ou seja, uma linha n.º 5 deverá ser usada com vara de ação 5 e assim sucessivamente.

 

O náilon rígido ou monofilamento é fabricado com uma matéria prima chamado polímero que surgiu de resultados de um processo químico aplicado a elementos do petróleo.  As linhas monofilamento servem para diferentes tipos de varas, sem exigirem passadores especiais, o que as torna muito mais versáteis e, por isso, seu uso se aplica a variados tipos de pescarias.  Entretanto, desgasta-se com facilidade pela tração, abrasão e por sofrerem influencia dos raios ultravioletas. Isso quer dizer que, por exemplo, quando ralam em pauleiras, pedras ou outras estruturas ásperas rompem-se com mais facilidade que as demais, estas linhas possuem a característica do efeito de memória isto é quanto mais tempo elas ficam em seus carretéis mais elas tendem a ficar enroladas, assim dificultando os arremessos e o uso do equipamento, é aconselhado a troca da linha a cada três pescarias ou mesmo a cada pescaria se estas forem muito espaçadas.  A principal vantagem deste tipo de linha é o baixo custo, e a quantidade disponível no mercado.

 

Os multifilamentos trançados são tipos de náilons que visam a uma minoria que precisa de linhas mais finas com alto poder de resistência e baixa elasticidade (quase zero). É bastante indicada para pesca em locais com estruturas, pois oferecem grande resistência mesmo quando gastas pelas estruturas, sua outra vantagem é a menor espessura e, por isso podem ser amarzenados em maiores quantidades em carretéis para eventuais longas brigas com grandes exemplares. Mas, o custo deste tipo de linha é muito maior, pois necessitam de equipamentos com passadores de titânio e guias das carretilhas ou molinetes também de titânio. As carretilhas precisão ter recolhimento em X senão podem entrar debaixo delas mesmas devido à espessura e a dureza. Mesmo com esses gastos, há vantagens nas maiores garantias em brigas e embarques de peixes. Use esta linha como Shockleaders.

 

As linhas fundidas possuem características praticamente iguais as linhas de multifilamento. A diferença principal está na redução dos problemas de abrasão. Com elas você pode utilizar passadores comuns e carretilhas e molinetes comuns. Estas não passam de multifilamentos não trançados e encapados com gel e fundidas como uma única linha, assim sua resistência e aplicabilidade equivalem a multifilamento.

 

TOPO

 

 

 

MOLINETES

 

É um equipamento necessário para o armazenamento da linha de pesca, bem como, para o lançamento, recolhimento e auxiliar da vara quando se está trabalhando uma isca ou um peixe. Os molinetes a exemplo das carretilhas também podem ser para mar, molinetes comuns, spincast e trigger spin.

 

 

MOLINETES

 

São equipamentos com a mesma finalidade das carretilhas porém com características diferentes: O carretel é em sentido contrário do da carretilha, funcionam bem com ventos e arremesso de iscas leves, torcem a linha, não há qualquer facilidade de controle e precisão no arremesso. Proporcionalmente são mais pesados que as carretilhas e podem ser utilizados para pesca de arremesso ou corrico, dependendo do porte do molinete. Possuem razoável quantia de recursos.

 

 

SPINCAST

 

São artefatos existentes para serem usados em varas pistol grip (varas com cabo anatômico e com gatilho para apoio do dedo indicador), quanto ao manuseio se assemelham a uma carretilha, porém, quanto ao seu funcionamento são parecidos a um molinete convencional, possuem o carretel protegido, são frágeis, torcem e danificam a linha, são recomendados para linhas finas, é possível fazer arremessos longos, mais precisos e com suavidade.

 

 

TRIGGER SPIN

 

Também é conhecido como under spin. Neste item deve ser considerado todo descritivo do "spincast" exceto no que se refere à vara, que neste caso será "spinning".

 

  

TOPO

 

 

 

 

CARRETILHAS

 

É um equipamento necessário para o armazenamento da linha de pesca, bem como, para o lançamento, recolhimento e auxiliar da vara quando se está trabalhando uma isca ou um peixe. As carretilhas de modo geral são distintas em três categorias: Lançamento, Trolling e Fly.

 

LANÇAMENTO

 

São equipamentos fisicamente pequenos, utilizados para pesca de arremesso. São mais completos em recursos para o pescador, oferecem muito controle e precisão nos arremessos, possuem maior capacidade de tração, não torcem a linha, são mais leves, estéticos e práticos.

 

TROLLING

 

São carretilhas de grande porte com super capacidades de armazenamento de linha, são pesadas e dispõem de muito pouco recurso (porém precisos), não servem para arremesso e possuem uma capacidade de tração extremamente alta.

 

FLY

São instrumentos utilizados somente nesta modalidade, servindo somente como depósito de linha, auxiliando muito pouco no exercício da pesca, os recursos são precários.

 

TOPO

 

 

 

 

VARAS

 

São artigos utilizados para auxiliar o arremesso de iscas, bem como o trabalho com um peixe fisgado, podendo ser natural como o bambu ou industrializado em fibras (fibras de vidro, boron, epóxi, carbono etc), ou até mesmo a combinação destes, com o objetivo de melhorar a sua performance. O importante é que estas matérias e seus compostos vão dar origem a varas de ação mais leve ou mais pesada, que poderão ser mais ou menos flexíveis. Duas características são necessárias ser observadas: Resistência e Ação.

 

 

 

Resistência

 

A resistência de um caniço é medida internacionalmente em libras. Esta resistência é uma forma utilizada para medir e expressar a dureza de uma determinada ação.

 

 

Ação

 

A Ação indica o ponto em que a vara começa a vergar sob uma dada força. Desta forma podemos definir se o equipamento é de ação rápida, moderada ou lenta. Assim sendo caniços com a mesma resistência podem ter diferentes ações, a saber:

 

  vara_rapida.gif (1414 bytes)

Ação Rápida

vara_moderada.gif (1362 bytes)

Ação Moderada

vara_lenta.gif (1499 bytes)

Ação Lenta

Obs: As referências utilizadas são como exemplo, pode existir outras por projeto de cada fabricante.

 

 

TIPOS DE VARAS

 

Os caniços industrializados dividem-se em caniços para arremesso ou não, a saber:

  • Caniços sem passadores que viram substituir as varas de bambu na pesca de barranco, também conhecidas como vara de lambari.

  • Varas de lançamento para carretilhas ou molinetes, estas podem ser interline (aquelas que a linha passa por dentro de si, não requerendo passadores, podendo ser para molinetes ou carretilhas), ou com passadores, estas diferem entre si na distribuição, quantidade e tamanho de seus passadores.

Assim sendo concluímos que não podemos utilizar com sucesso um molinete em vara de carretilhas e vice-versa.

 

 

APLICAÇÃO

 

Os caniços de maneira geral diferem entre si quanto ao tipo de pesca:

  • SURF CAST: Vara para pesca de paris, seu comprimento põe superar 4,50m, tendo como referência principal sua capacidade de arremesso ou casting weight.

  • SPINNING: Varas específicas para utilização com molinetes normalmente de pequeno porte (até 7 pés + -2,10m), largamente à pesca embarcada.

  • BAITCAST: Vara construída para ser usada com carretilhas e aplicada para pesca de lançamento com iscas artificiais.

  • TROLLING: Equipamento desenvolvido para pesca de corrico. São varas curtas e de grande resistência, dependendo da categoria de pesca possui roldanas no lugar de passadores.

  • FLY: Caniço utilizado para o arremesso de sua linha que é específica, pois as iscas desta modalidade não possuem peso para serem arremessadas como em outros estilos. Assim sendo a linha é que transporta a isca até o local desejado.

Obs: Todo caniço de boa qualidade tem especificado suas características técnicas como: comprimento, ação, casting e linha adequada a sua resistência. Assim sendo, em cada categoria de pesca, teremos emoção se o equipamento for adequado a ela. Categoria de pesca: micro lite, lite, medium, heavy etc.

 

TOPO

 

 

 

 

 

 

CHUMBADAS

 

Inicialmente cabe mencionar que o termo "chumbada" na verdade refere-se a qualquer objeto pesado atado a extremidade da linha de pesca para viabilizar seu arremesso a distância e manter os anzóis e iscas abaixo da superfície da água. Pelo seu baixo preço e densidade relativamente alta estes objetos são tradicionalmente confeccionados em chumbo, daí a denominação "chumbada".  Para a escolha da chumbada mais adequada deve-se levar em consideração, além das características da vara e da linha que se esta utilizando, as características locais, tais como ventos, correntes e tipo de fundo. Isto, evidentemente, sem falar na espécie de peixe que se esta tentando capturar. Como regra geral pode-se dividir a chumbadas em duas categorias, a saber: arredondadas e angulosas.

 

 

 

 

ARREDONDADAS

 

Dos tipos gota, bola, pingo e similares - tais chumbadas são adequadas para locais pedregosos ou similares nos quais há maior probabilidade do material prender-se. Por outro lado, tais formatos são mais propensos a ação de correntes, uma vez que se fixam com maior dificuldades. Muito embora, como já mencionado, as chumbadas podem ser feitas de qualquer material e ter qualquer formato, vale ressaltar que a má escolha da chumbada pode ter grande impacto no resultado de uma pescaria. De forma geral recomenda-se o uso de chumbos "angulosos", uma vez que se "agarram" com mais facilidade, especialmente na pesca de praia. Isto é verdadeiro e deve ser levado em consideração se você quiser pescar na zona de arrebentação ou próximo dela, uma vez que esta zona é caracteristicamente de alta dinâmica. Por outro lado, de forma geral, o arremesso com chumbos arredondados é capaz de alcançar maiores distâncias, além de oferecer menos resistência na hora de recolher a linha. Portanto, em uma zona desconhecida, a técnica mais adequada seria, inicialmente, testar uma chumbada mais arredondada. Porém, se houver uma corrente muito intensa que arreste demasiadamente a chumbada, então a mesma deverá ser substituída por uma angulosa. Por outro lado, o pescador deve assegurar-se que a linha esta correndo devido ao formato da chumbada ou ao peso insuficiente da mesma. Quanto mais grossa a linha utilizada for e o arremesso mais longo, maior será a força exercida sobre a mesma pelas correntes e, conseqüentemente, maior o deslocamento da chumbada. O peso da chumbada, por outro lado, é limitado pelas características da linha, da vara e da carretilha ou molinete. Linhas mais finas podem romper-se, especialmente no momento do arremesso (arranque) se a chumbada for demasiadamente pesada. As varas também possuem, em função de sua flexibilidade e resistência, capacidades específicas de trabalhar com determinadas chumbadas. Para uma vara de ação média e com linhas de 0,32 a 0,42 mm, como que recomendamos para os iniciantes nos outros capítulos, uma chumbada na faixa de 100 g dá um bom inicio.

weights.gif (4814 bytes)
Tradicionalmente conhecidos como chumbada para pesca, onde o nome que tem é pelo fato de serem construídos com chumbo, tendo em vista o seu peso específico e preço, porém nada impede que sejam construídos com outra matéria prima. O fato é que tais pesos têm como finalidade transportar nossas iscas aos lugares onde provavelmente se encontram os peixes. É importante se ter conhecimento sobre os diversos tipos e pesos de chumbada, pois estas não são âncoras, elas além do arremesso devem permitir que a isca se desloque lentamente, ajudando na procura do peixe, mas também não deve permitir que a isca corra, fugindo do peixe. Para a escolha do modelo deveremos levar em conta o local e o tipo de fundo em que iremos pescar. Para locais em que existam muitas pedras, utiliza-se peso arredondado como carambola, gota, pingo, bola, etc.

 

 


`ANGULOSAS

 

Dos tipos triangular, piramidal e similares - estas chumbadas são recomendadas para lugares mais abertos, como fundos arenosos ou areno-lodosos, onde a probabilidade do material prender-se é menor. Fixam-se com mais facilidade. Para locais sem enrosco, utiliza-se chumbadas com linhas retas e que permitam neutralizar parcialmente a ação da água, neste caso o formato mais indicado é a pirâmide, triângulo e seus derivados.

 

TOPO

 

 

 

MOTORES DIVERSOS

 

Em relação ao motor o melhor é o motor zero (novo). Portanto, na hora de comprar o seu motor vá a uma loja especializada e compre um novo. Quanto à potência, não se deve vir ao Pantanal com motores de 4,5 ou 8,0 HP, pois aqui, os rios são largos e algumas vezes com correntezas, necessitando assim, de um motor de no mínimo 15 HP e no máximo 30 HP. O pescador que resolver ir a uma pescaria em numa bela lancha equipada com motor de 90 HP não irá pescar nada, pois a vibração da hélice será tão grande que não ficará um peixe sequer nos locais em que se passar. 

 

TOPO

 

 

 

BARCOS DIVERSOS

 

Muitos pescadores, principalmente os novatos, têm um sonho em comum: o barco de alumínio, o motor de popa e uma carreta para transportá- los. Antigamente, a realização só era possível por aqueles que estavam em boa situação financeira e pagavam em dólares. Mas hoje, é ao contrário, a maioria consegue realizar este sonho, mesmo o menos abonado, em virtude de existir vários consórcios e a facilidade de adquiri-los em muitas prestações.  Porém, na hora da realização do grande sonho, vem a dúvida. Qual é o melhor barco para se pescar no Pantanal?  O ideal é o de 6 metros de comprimento, por um metro e quarenta de largura, com bordas altas. Em relação à espessura do alumínio a indicada é de 1,5 milímetros. Outra coisa importante é o piso do barco, pois é nele que você vai estar arremessando as iscas e retirando os peixes, sendo necessário assim que os mesmos sejam de compensado marítimo e revestidos de borracha. 

TOPO

 

 

 

 

EQUIPAMENTOS DIVERSOS

Independente da modalidade, a segurança faz com que busquemos outros equipamentos necessários à pesca. São eles:

ALICATE PEGA PEIXE

alicate_pega.gif (6928 bytes)Como o próprio nome já diz, para pegar o peixe pela boca e auxiliar na imobilização do mesmo. 

ALICATE DE BICO n_alicate.gif (2433 bytes)

 

Utilizado para retirar anzóis da boca dos peixes, bem como, auxiliar ao conserto de equipamentos, confecção de empates, aperto de nós, etc.

 

 

ALICATE DE CORTE

Alicate de Bico

Se necessário para cortar e anzóis e outros arames que sejam necessários.

CORTADOR DE LINHAS

cortador.gif (3855 bytes)


Para aparar rebarbas oriundas de nós.

 

 

BicheiroBICHEIRO

 

Gancho em forma de anzol sem fisga, com haste longa, podendo ou não ser retrátil, cujo objetivo é imobilizar o peixe. A maneira correta para imobilizar o peixe, é cravando o bicheiro na boca do espécime.

PassaguaPASSAGUÁ OU PUÇÁ

 

É uma Rede em forma de coador que auxilia no recolhimento do peixe. No tamanho reduzido, pode também ser utilizada para pegar a isca viva dentro do viveiro quando a água está turva.

 

 

 

TOPO

 

 

 

 

 

 

BÓIAS

Dentre os diversos tipos de peixes, podemos distinguí-los como espécies de meia água ou de fundo. Para a pesca de peixes de meia água é necessário algum artifício para que a isca possa se manter na profundidade necessária. a bóia tem importância fundamental nesta modalidade de pesca, pois a variação de temperatura, bem como a pressão atmosférica faz com que os peixes de meia água mudem o seu comportamento e também a profundidade em que normalmente vivem.

Atualmente existem incontáveis modelos, tamanhos e cores de bóias, luminosas ou não, onde para o exercício da pesca utilizar desde o mais rudimentar ao mais sofisticado, o importante para o sucesso da pescaria é o equilíbrio do conjunto. Somente o tempo e a prática fará com que se escolha o modelo mais produtivo para sua pescaria.

 

TOPO

 

 

 

 É INDISPENSÁVEL NA BAGAGEM 


Outros itens que necessariamente devem constar da tralha a ser levada pelo pescador são coletes salva-vidas, capa de chuva, repelente, boné, alicate para ajudar a tirar o peixe da água, alicate de bico para dar mais rapidez na troca de anzóis, uma lanterna com pilhas sobressalentes, caso o pescador tenha intenção de pescar à noite, horário em que os maiores peixes encostam-se às margens dos rios para se alimentar, luvas para se pegar alguma isca escorregadia ou determinados peixes, caixa para guardar todo o possível equipamento e viveiro para manter o peixe fisgado vivo, dentre os demais equipamentos.

 

TOPO

 

 

 

 

 

ORIENTAÇÃO GENÉRICA A UMA BOA PESCA

 

Comprar uma vaga num pacote não é o único requisito básico que o pescador deve preencher para se aventurar às águas do Pantanal. O primeiro passo é retirar a documentação para poder pescar. Ela é concedida pelo Ibama, e o preço varia de acordo com o tipo de pesca que vai fazer, embarcada ou desembarcada. Depois de consultar o Ibama sobre possibilidades de pesca na região escolhida, chega a hora de confirmar a liberação de pesca. Existem dois tipos de pesca, para aqueles que vão usar barco o e para aqueles que não vão usar barco. Os formulários são encontrados em lojas de pesca, papelarias ou no próprio Ibama. Confira mais detalhes nos itens “Leis da Pesca” e “A Piracema”.


A VARA CERTA

 

A tralha deve estar adequada para o tipo de pescaria que se  pretende fazer. Se o pescador optar por fazer uma pescaria pesada ou de fundeio pegando jaús, dourados, pintados, cacharas e surubins, é aconselhável varas com resistência de 45lbs de ação média pesada, mas se você optar por uma pescaria mais leve, é recomendável varas de ação média que varia em torno de 10lbs, para capturar pacús, jurupocas, palmitos, piraputangas e jurupecens.


LINHAS E MOLINETES

 

O molinete ou carretilha para pesca pesada deve armazenar no mínimo uns 100 metros de linha 0,50mm, isto para pescaria pesada, já para leve, molinetes ou carretilhas que comportem uns 100 metros de linha 0,33mm.


CHUMBO

 

O chumbo é um caso interessante a ser discutido, pois não podemos indicar sempre com certeza o tamanho certo do chumbo. Nunca sabemos como está a correnteza nos locais escolhidos. Por isso, é sempre bom levarmos opções de chumbo que variem em torno de 10 a 70 gramas de formato ovalado (oliva).


ANZÓIS

 

Para não enfrentar dificuldades com a falta de material, o ideal é ter cerca de 60 anzóis dos tamanhos 6/0, 7/0 e 8/0 e todos encastoados com um cabo de aço de 60 a 80 libras, espécie de líder de 20 a 40 centímetros, para evitar que o peixe rompa a linha ou que as piranhas cortem. A tralha é o tipo de item que não se deve economizar, pois o pior que pode acontecer para um pescador é ele estar no meio do rio pegando peixe e seu material acabar.

 

TOPO