LUGARES
PISCOSOS: AS BACIAS E OS RIOS
A
generosidade da Natureza no Brasil faz do país o mais denso em rios do mundo e
um dos mais ricos em peixes, junto com a Indonésia (Ásia). O Brasil está
dividido em nove bacias hidrográficas, mas as mais importantes são Bacia Amazônica,
Bacia Tocantins-Araguaia, Bacia do Prata e Bacia do São Francisco. Com algumas
exceções, muitas das espécies de peixes ocorrem ao mesmo tempo em bacias
diferentes.
Mais
de 300 espécies de peixes já foram identificadas nessa bacia, cujos principais
rios são o Paraguai, o Paraná e o Uruguai (em Santa Catarina). É nesta bacia
que estão, por exemplo, os rios do Pantanal(veja mais abaixo). Os
principais afluentes são os rios Grande (MG), Pardo (SP), Paranaíba, Tietê,
Paranapanema, Jauru, Cuiabá(MT), Piquiri (PR), Negro (MS), Miranda (MS),
Aquidabã (no Paraguai) e outros. O rio Paraná e seus principais contribuintes
(Grande, Paranaíba, Tietê, Paranapanema e Iguaçu) foram o que mais
represamentos sofreram: são 130 barragens, contando apenas aquelas com altura
acima de 10 metros. Dos 809 quilômetros de extensão do rio Paraná, somente
230 ainda mantêm o leito original - entre as usinas de Porto Primavera (SP) e
Itaipu (PR). Apesar disso, o Paraná se mantém generoso: só neste trecho,
existem 170 espécies de peixes. A seca dos rios dessa bacia ocorre entre os
meses de maio a setembro e a cheia, entre outubro e março.
Barbado:
vive nos leitos dos rios de médio e grande porte; chega a 10 Kg. Equipamento
com linha de 17 a 25 lb., anzóis 4/0 e 8/0; iscas naturais de peixes.
Cachara:
vive em lagoas, igarapés, canais de rios e florestas inundadas; chega a 1,2 m.
e pesa até 20 Kg. Usam-se linha de 20 a 25 lb., anzóis 6/0 e 10/0; iscas
naturais de peixes ou plugs de meia-água.
Dourado:
vive nas correntezas dos rios e seus afluentes; chega a um metro e pesa até 25
Kg. Equipamento de ação média a pesada, linhas de 17 a 30 lb., empate (????)
anzóis de 3/0 a 8/0; iscas de tuvira ou sarapó, iscas brancas, plugs de meia-água
e colheres.
Pacu:
durante a seca vive no leito dos rios e em águas calmas; chega a um metro e a
20 Kg. Equipamento de ação média a pesada, linhas entre 14 e 20 lb., anzóis
de 3/0 a 6/0; iscas de frutos, caranguejo, minhocuçu.
Piapara:
prefere o leito dos rios e os poços pouco mais profundos, mas freqüenta as
margens também; chega a 0,80 m. e a 6 Kg. Equipamento de ação média, linhas
entre 12 e 14 lb., chumbadinha, anzol pequeno; iscas naturais de milho verde,
massa e caranguejo.
Piraputanga:
vive na beira dos rios e, na cheia, procura os campos alagados pequenos; iscas
de frutas e pequenos peixes. ; chega a meio metro e a 3 Kg. Equipamento de leve
a médio, linha entre 6 e 12 lb., chumbo leve, anzol
Piracanjuba:
vive no leito dos rios e áreas próximas às margens; chega a 0,60 m. e a 5 Kg.
Equipamento de ação rápida, de leve a médio, linhas entre 8 e 14 lb., anzóis
entre 1/0 e 3/0; iscas de pequenos peixes, frutas, massa ou milho. Na bacia do
rio Grande (MG) é considerada em extinção.
Para
os seguintes peixes:
Pintado, Traíra e Tucunaré, ver Bacia Amazônica.
A
Bacia Amazônica é a maior do mundo e possui cerca de 3 mil espécies de
peixes, entre elas, os maiores e mais predadores dos rios brasileiros, como a
piraíba, o tucunaré, pirarucu, surubim, etc. São cerca de 7 mil rios que se
interligam e cobrem uma área de 5,8 milhões de quilômetros quadrados. A
"espinha dorsal" dessa bacia é o rio Amazonas e alguns dos principais
afluentes são os rios Negro, Madeira, Xingu, Tapajós, Jari, Trombetas e Purus.
O turismo de pesca tem melhor estrutura nos rios Negro, Madeira e Uatumã (na
cidade de Presidente Figueiredo). A principal característica dessa bacia é os
igapós, como são chamadas as áreas de matas inundadas durante as cheias. Os
frutos e as folhas dessa vegetação inundada são a principal fonte de alimento
para cerca de 200 espécies de peixes amazônicos, como os pacus. O período de
cheia começa entre novembro e dezembro e se estende até abril ou maio.
Apapá:
vive em águas correntes, às vezes lagoa; pode chegar a meio metro e 3 Kg.
Equipamento médio, ação rápida; linha entre 10 e 12 libras (lb.) e anzóis
pequenos; iscas naturais de peixes, plugs de superfície e meia-água, pequenas
colheres e spinners.
Aruanã:
vive em lagoas marginais e pequenos afluentes; pode chegar a um metro e a 5 Kg.
Linha entre 12 e 17 lb., iscas de peixes, colheres e spinnerbaits.
Barbado:
vive nos leitos dos rios de médio e grande porte; pode chegar a 10 Kg. Usam-se
linha de 17 a 25 libras, anzóis entre 4/0 e 8/0, iscas naturais de peixes.
Bicuda:
vive em águas de média correnteza; pode chegar a um metro e a 6 Kg. Linhas de
14, 17 e 20 libras; anzóis de 4/0 e 8/0, plugs de meia-água, colheres e
spinners.
Cachara:
vive em lagoas, igarapés, canais de rios e florestas inundadas; chega a 1,20
metro e a 20 Kg. Usam-se linhas 20 e 25 lb.; anzóis 6/0 e 10/0; iscas naturais
de peixes ou plugs de meia-água.
Cachorra:
corredeiras de rios; chega a 1,20 metro e a 15 Kg. Usam-se linhas 14, 17, 20 e
25 lb.; anzóis 4/0 e 8/0; iscas de pedaços de peixes, poppers e hélices.
Dourada:
leito de rios grandes e médios; chega a 1,5 metro e a 40 Kg. Usam-se linhas de
25 e 30 lb., anzóis de 8/0 e 10/0, chumbada pesada, iscas de peixes inteiros.
Matrinxã:
nas cheias, vive em matas alagadas, mas durante a seca vai para a correnteza dos
rios; pode medir até 0,80 m e pesar 5 Kg. Usam-se linhas de 10 a 14 lb.,
spinners, colheres e pequenos plugs.
Jaú:
vive nos poços mais profundos dos rios; chega a 1,5 m e a 100 Kg. Usam-se
linhas de 30 e 50 lb., chumbo oliva de 300 gramas a 1 quilo, anzóis 10/0 e
14/0, pequenos peixes de isca.
Jurupoca:
vive nos canais de rios próximos às margens e em boca de lagoas; chega a um
metro e a 10 Kg. Usam-se linhas de 17 a 25 lb., chumbo oliva, anzóis 2/0 a 6/0
e iscas de pedaços de peixes.
Pacu:
na seca fica nos leitos dos rios e, na cheia, procura as matas inundadas; chega
a um metro e a 20 Kg. Usam-se linhas 14 a 20 lb., anzóis 3/0 e 6/0, iscas de
frutas e pequenos animais (siri, minhocuçu, etc.).
Piraíba:
só vive na calha dos grandes rios; chega a 2 metros e a 300 Kg. Equipamento
extrapesado: linha de 50 lb., anzóis grandes e reforçados, iscas com peixes de
escama ou couro.
Pirarara:
vive próxima a galhos ou pedras submersas dos grandes rios; pode medir 1,2
metro e pesar 50 Kg. Equipamento pesado, com linhas entre 30 e 50 lb., anzóis
8/0 e 14/0, iscas naturais de peixes ou filés.
Piraputanga:
vive nas beiras de rios e campos alagados; pode medir meio metro e pesar 3 Kg.
Equipamento de leve a média, com linhas entre 6 e 12 lb., anzóis pequenos,
chumbo leve e iscas naturais de frutas e pequenos peixes.
Pintado:
vive nas calhas dos rios mais largos, em saída de corixos e bocas de lagos;
chega a 2 m. e pode pesar 80 Kg. Equipamento médio a pesado, linhas entre 17 e
30 lb., iscas naturais de pequenos peixes ou minhocuçu.
Tambaqui:
vive em matas inundadas durante a cheia e no leito dos rios na seca; chega a 1,2
m. e a 30 Kg. Equipamento médio ou pesado, linhas de 17 a 30 lb., empates
curtos, anzóis de 2/0 a 8/0, iscas de frutas da região e minhocuçu.
Traíra:
vive em águas paradas de represas, brejos e lagoas; pode medir 0,60 m. e ter 3
Kg. Equipamento leve, linhas de 10 a 20 lb., empates, iscas de peixes e miúdos
de frango, além de spinnerbaits, spinners e poppers.
Trairão:
vive nos remansos, nas beiradas dos rios e lagoas marginais; chega a um metro e
a 20 Kg. Equipamento médio ou pesado, linhas de 17 a 30 lb., anzóis
encastoados de 6/0 e 8/0, iscas vivas de pedaços de peixes ou plugs,
spinnerbaits e colheres.
Tucunaré:
na seca vive em lagoas marginais e, na cheia, nas matas alagadas; chega a 1,2 m.
e a 16 Kg. Equipamento médio a pesado, linha de 17 a 30 lb., anzóis 2/0 a 4/0,
plugs, spinnerbaits, jigs, spinners ou colheres.
Cerca
de 300 espécies de peixes já foram identificados nessa bacia hidrográfica.
Umas partes são espécies que ocorrem em outras bacias; mas existem casos de
peixes originalmente exclusivos da Tocantins-Araguaia, cujo mais famoso é a
tubarana; outros são mandubé, sardinha e bico-de-pato. Os afluentes mais
conhecidos, e bastante procurados por pescadores, são os rios das Mortes e o
Cristalino (deságuam no Araguaia, próximo à Ilha do Bananal). O regime de águas
dessa bacia é bem definido. No Tocantins, a época de cheia é entre outubro e
abril, com pico em fevereiro; no Araguaia, a cheia é maior e um mês atrasada:
de novembro a maio. O pico da seca em ambos é entre maio e setembro.
Bico-de-pato:
prefere as bocas de lagoas no início das cheias e águas calmas na seca; chega
a 30 cm e a 1 Kg. Linha 45 lb. e anzol 6/0; iscas de minhoca.
Filhote:
é o nome dado às piraíbas com até 50 Kg. (ver Bacia Amazônica).
Mandubé:
prefere as margens; pode chegar a 40 cm. Linha 50 lb., anzol 6/0 a 8/0; iscas de
minhoca.
Sardinha:
vive na margem dos rios, perto de galhadas; pode chegar a 25 cm. Linha 40 a 50
lb.; anzol 4/0; isca de massinha ou minhocuçu (pedaços bem pequenos).
Tubarana:
prefere águas rápidas dos rios; chega a 5 Kg. Linha 50 lb., anzol 6/0; iscas
vivas e artificiais de meia-água e de profundidade.
Para
os demais peixes:
Apapá, Pacu, Surubim, Pirarara, Piraíba, Jaú, Matrinxã, Cachara, Barbado,
etc., ver bacias Amazônica e Do Prata.
Já
foram identificadas 152 espécies de peixes nativos dessa bacia - entre as mais
importantes estão curimatã-pacu, mandi-amarelo, mandi-açu, surubim, pirá e
pacamão. Ela é a única bacia genuinamente brasileira, pois o rio São
Francisco começa em Minas Gerais e tem a foz em Alagoas. Alguns de seus
principais afluentes são os rios Velha, Carinhanha, Pardo (MG), Verde Grande,
Paracatu e Corrente. Muitas espécies exóticas já foram introduzidas no Velho
Chico, como tucunaré, tilápias, carpas, tambaquis, pacu-caranha,
bagre-africano e apaiari. Mas a bacia tem peculiaridades como o dourado, que ali
é maior (até 30 Kg. e 1,5 metro) e possui caninos bem mais proeminentes que o
dourado da Bacia do Prata - mas as técnicas de pesca são as mesmas. Também o
pintado do Velho Chico é famoso pelo tamanho: até 100 quilos, contra 80 quilos
do pintado de outras bacias. O São Francisco possui dois trechos originais,
ainda sem barragens e muito procurados por pescadores: entre Três Marias (MG) e
Sobradinho (BA), e de Sobradinho a Itaparica (BA). O período de cheia começa
entre outubro e novembro e se estende até março ou abril.
Curimatã-pacu:
vive nas águas mais calmas; chega a 60 cm. e a 18 Kg. Linha de 35 lb. e anzol
de 6/0 a 8/0; iscas de massinha, angu de milho e mandioca ou minhocas.
Jatuarana:
nas cheias, fica nas matas alagadas e, na seca, volta para as correntezas dos
rios; chega a um metro e a 8 Kg. Linhas de 10 a 14 lb., pequenos plugs, spinners
e colheres.
Pirá:
prefere as margens do rio; pode chegar a quase um metro e a 10 Kg. Linha de 40
lb., anzol de 5/0 em diante; isca de minhocas.
Pacamão
(peixe-sapo): prefere os leitos dos rios e os fundos barrentos; pode chegar a 48
cm. Isca de peixes e minhoca; linha até 50 lb., anzol 4/0 a 6/0.
Surubim:
mesmo equipamento para o pintado.
Para
outros demais peixes:
Dourado, Matrinxã, Piapara, Piranha, Pintado, Traíra: os mesmos equipamentos
para as bacias anteriores.
A
maior planície alagável do planeta tem muitas opções de pesca e estrutura de
turismo desenvolvida e a todo vapor. A maior parte do Pantanal está no estado
de Mato Grosso do Sul. A planície é abastecida por grandes rios como o Cuiabá,
o Paraguai, Piqueri, Xingu, além de muitos outros menores e igualmente
piscosos. O Pantanal já sente as conseqüências da intensa atividade de pesca,
principalmente no declínio e diminuição do tamanho das espécies nobres - a
pesca predadora e a falta de consciência de muitos pescadores que não
respeitam os limites da lei, são os maiores responsáveis pela degradação das
espécies. Mas o Pantanal continua sendo o principal roteiro dos pescadores e
mesmo assim, não deixa ninguém com mão abanando. Para combater esses
problemas, em algumas regiões do Pantanal, como no rio Negro, as autoridades
implantaram o "pescar e soltar". O Pantanal é também uma excelente
vitrine da Natureza, principalmente na seca, entre abril e agosto, quando os
animais saem à procura de comida e para procriar. A rodovia Transpantaneira,
que liga Poconé a Porto Jôfre, é um símbolo dessa variedade e beleza, que
acabou ganhando o apelido de "o mais extenso zoológico do mundo".
Rio
Piqueri:
afluente do rio Cuiabá, o Piqueri é também conhecido pelo acidente ecológico,
que na década de 80, despejou o tucunaré em suas águas - durante uma
enchente, um criadouro particular estourou; hoje, o predador da Bacia Amazônica
pode ser encontrado em quase todo o rio, que pertence à Bacia do Prata - ainda
não se chegou a uma conclusão sobre o impacto ecológico da presença do
tucunaré no Pantanal. O Piqueri deságua no Cuiabá próximo à cidade de Porto
Jôfre e ele próprio possui pelo menos um afluente bem conhecido dos
pescadores, o rio São Lourenço.
Rio
Paraguai:
ao lado do rio Cuiabá, o Paraguai significa vida para os pantaneiros. Mas é
mais lendário ainda por ser importante para vários países. Além dos
pantaneiros, deste rio também dependem bolivianos, paraguaios e argentinos. O
rio, que nasce próximo à cidade de Cáceres (MT), deixa o Brasil fazendo a
fronteira com a Bolívia; corta todo o Paraguai, e só encerra sua jornada na
divisa com a Argentina, onde deságua em outro grande rio brasileiro, o Paraná.
O rio Paraguai carrega em suas águas histórias de aventuras, guerras,
riquezas, derrotas e conquistas. Hoje, o rio é a principal artéria de integração
do Mercosul e um ponto certo de lazer dos pescadores. O maior festival de pesca
do mundo, o Festival Internacional de Pesca de Cáceres, é realizado em suas águas.
Em território brasileiro, desde Cáceres (MT), passando por Corumbá (MS) e até
Porto Murtinho (MS), a pesca no Paraguai já é explorada por boa estrutura turística.
Rio
Cuiabá:
Outro gigante histórico do Pantanal tem extensão mais curta, mas também é
muito importante para as populações e fazendas da região. Por muito tempo, o
rio carregou o progresso e toda a produção das indústrias de pescado,
charque, couro, etc. Com o declínio destas indústrias, as grandes fazendas
foram perdendo o charme, a imponência e a produção. Hoje, muitas estão
abandonadas; quem se salvou da derrocada dessa indústria, mudou para a pecuária
e para o turismo.
Ainda
há outros rios: Outros
bons rios de peixes do Pantanal são: rio Miranda (cidades próximas: Miranda,
Aquidauana), rio Culuene (cidades próximas: Campinápolis, Canarana); rio Verde
e rio Teles Pires (cidades próximas: Sorriso, Sinop).

Região
no Sul do Pará, formada pelos rios São Benedito, Cristalino, Cururu,
Cururu-mirim e Teles Pires, além de outros menores, mas não menos
interessantes. Rios virgens, natureza exuberante e preservada, boa variedade de
peixes, boas aventuras. A qualidade da pescaria lembra o Pantanal das décadas
de 50 e 60, quando era bem mais preservado e pouco explorado pela pesca. A região
possui pouca, mas boa infra-estrutura turística, por isso se tornou a
"nova fronteira" do turismo de pesca. Jaús, matrinchãs, cachorras,
pacus e pirararas estão entre as boas possibilidades de fisgadas. Cidade
mais próxima: Alta Floresta (MT); Jacareacanga (PA).
O
eixo da Rota Norte é a rodovia BR-163 que liga Campo Grande à Cuiabá. As
apenas 244 km de Campo Grande, rumo norte, no limite leste do Pantanal, chega-se
a Coxim. Quem curte uma bela praia fluvial precisa conhecer
esta aconchegante cidade que tem o mesmo nome do rio afluente do Taquari,
cuja foz está bem próxima à área urbana da cidade. Com seus hotéis simples,
mas instalados em locais muito aprazíveis à margem dos rios Coxim e
Taquari, deles se avistam as corredeiras onde se praticam canoagem e
boas pescarias.
No limite dos dois Estados - Mato Grosso do Sul e Mato Grosso - está a cidade
de Sonora, a 360 km de Campo Grande. A pequena, porém
receptiva Sonora é ponto de referência para os pescadores de
tucunaré do Pantanal. Situada no limite leste do Pantanal, Sonora
tem nas imediações o rio Correntes, um dos principais caminhos de mais
fácil acesso ao tucunaré que já se encontra no rio Correntes, rio abaixo, até os rios Piquiri
e Itiquira. No extremo norte a cidade principal é Cuiabá,
a capital do Estado de Mato Grosso. Apesar de estar na margem do rio Cuiabá,
geralmente as empresas turísticas preferem levar os hóspedes a locais
para pescar em cidades vizinhas como Cáceres, Poconé e
Barão de Melgaço. O aeroporto de Cuiabá fica em Várzea
Grande a 12 km do centro e recebe vôos de várias empresas aéreas. Boa
infra-estrutura, bons hotéis, serviços variados e atende a todas as faixas de
interesses.
No extremo navegável do rio Paraguai, Cáceres tem um pequeno
aeroporto a 5 km e a estação rodoviária no centro, serviços bancários e de
saúde, hotelaria e turismo. O passeio virtual pela internet poderá ser feito
pelo endereço www.caceres.com.br.
Muitos pescadores garantem que lá são apanhados os dourados e pintados maiores
da região.
As pescarias no norte pantaneiro geralmente passam por Poconé,
a 102 quilômetros de Cuiabá, por rodovia asfaltada. Curiosamente Poconé
é uma cidade que não está à margem de um rio, apenas é conhecida pelo
antigo garimpo e por ser onde se inicia a Transpantaneira. Há
um pequeno aeroporto a 3 km e uma linha de ônibus ligando-a até Cuiabá,
possui pequenos hotéis, um hospital e algumas agências bancárias. De Poconé
saem os safáris fotográficos e excursões pesqueiras através da
Transpantaneira para o rio Piraim (a 42 km), São
Lourenço (a 45 km), e até para Porto Jofre, à
margem do rio Cuiabá, a 145 km.
Há ainda outras cidades menores como Barão de Melgaço, muito
procurada pelos pescadores e turistas de pescas amadoras; há muitos vilarejos e
até acampamentos. Muitas são as opções são infindáveis e ilimitadas.
O
eixo da Rota Oeste é a rodovia BR-262 que liga Campo Grande a Corumbá.
Indiscutivelmente é o caminho do Pantanal que mais atrativos apresenta ao
pescador.
Pela BR-262 Aquidauana está a 100 km de Campo Grande.
Localizada na margem direita do rio
Aquidauana, a
cidade tem uma boa infra-estrutura e também é servida por linhas regulares de
ônibus oriundos das principais cidades da região e da capital.
Na cidade de Aquidauana o período da piracema compreende os meses de novembro a
fevereiro, sendo só permitida a pesca a partir do mês de março. Portanto se a
sua passagem por este trecho for fora do período de piracema, vale a pena
conferir o Pesqueiro 110, a 110 km de Campo Grande. Com pequena
estrutura, o pesqueiro é confortável e receptivo para pescaria embarcada ou de
barranco no rio Aquidauana em águas já denominadas "cabeceiras de
rio".
No trevo de Aquidauana / Anastácio que sai uma variante à esquerda para
Nioaque, vale a pena conferir a pescaria na Ponte do 21, no rio
Miranda. A variante que dá acesso a este local está justamente a 21
quilômetros do trevo de Aquidauana em direção a Nioaque. Por estrada de chão
batido e por mais 30 km aproximadamente, chega-se às margens do rio Miranda.
Nos arredores existem vários campings e ranchos de pesca. Para quem ama a
rusticidade da acomodação e a simplicidade da pescaria econômica, o local é
um paraíso.
A partir do trevo de Aquidauana / Anastácio em direção a Miranda, nos
primeiros quilômetros, avistam-se no lado direito, várias placas chamativas de
pousadas e campings. Estes, localizados a cerca de 30 km por estrada de terra,
às margens do rio Aquidauana, possuem estrutura confortável para pescarias
tanto embarcadas, já que o rio se torna bastante navegável, quanto para
pescaria de barranco.
A
cidade de Miranda,
a 210 km de Campo Grande está localizada a meio caminho entre a capital e Corumbá,
pela BR-262. Uma das mais importantes cidades pantaneiras, à margem direita do rio
Miranda, tem grande estrutura hoteleira, um pequeno aeroporto a
2 km do centro, estação rodoviária e todos os demais serviços indispensáveis
a uma região preparada para receber turistas, em especial os pescadores. Mesmo
para os que prosseguem viagem, a cidade é um ótimo ponto de apoio ao pescador.
É hora de conferir combustível, tomar informações sobre iscas, peixes, últimas
chuvas, níveis de rios, etc. antes de prosseguir viagem. Do lado oposto da
cidade, existe a ponte sobre o rio Miranda que dá acesso às terras da Serra
da Bodoquena. É caminho também para acesso aos pesqueiros localizados
nas regiões de Chapena, de Betioni
e de Aldeia dos Índios, no rio
Miranda acima. A maioria dos hotéis localizados em Miranda, na beira do rio ou
mesmo na área urbana, pode conduzir os pescadores até estes locais de pesca
com ajuda de pequenas carretas para transporte de barcos, motores de popa e a
tralha do pescador.
Para Visitar e conferir:
Nas três rotas acima descritas você vai encontrar pesqueiros, pousadas e hotéis
que valem a pena conferir, são eles: Pesqueiro Arizona, Pesqueiro e Camping
Yamada, Pesqueiro Jatobá, Pesqueiro Aquapé Pousada Toca da Onça, Hotel Beira
Rio, Hotel Pantanal, Hotel Pesqueiro da Shirley, Hotel Chalé, Águas do
Pantanal, Refúgio Ecológico Cayman e FU-1000. Ao ecoturista
vale lembrar que a partir de Miranda saem grupos ecológicos, formados pelas agências
de turismo locais para visitas a Reserva Indígena Kadiwéus e
ao Refúgio Ecológico
Cayman.