ISCAS ARTIFICIAIS

PARA UMA BOA PESCA

 

São objetos que tentam reproduzir ou imitar os alimentos mais comuns aos quais os peixes estão acostumados em sua alimentação.

Estes artefatos geralmente são fabricados com madeiras, plásticos, metais, borrachas, silicone, etc; ou a combinação destes. Iscas artificiais são produtos que não exalam odor, não possuem sabor, tão pouco a capacidade de se movimentar, conseqüentemente se faz necessário imprimirmos força para que elas ganhem movimento, aparentemente vida para que atinja o seu objetivo.

No entanto, algumas iscas artificiais podem ser untadas ou borrifadas com essências especiais preparadas para melhorar o seu desempenho.

As iscas artificiais seguem a seguinte classificação: Iscas de Superfícies ou de meia água, Iscas de Fundo ou de Outros Tipos, conforme o quadro ativo abaixo. É só clicar para conhecer as iscas artificiais.

 

  

ISCAS DE SUPERFÍCIE

1.  BAIT MEIA ÁGUA

2. COLHERES

3. JUMPBAITS

4. POPPER

5. PROPBAIT

6. STICK

7. STICK TURBO

8. ZARA

ISCAS DE FUNDO

1.  JIGS

2. WORM

3. GRUB

OUTROS TIPOS DE ISCAS

1. COUNTDOWN

2. FLOTING

3. RATLIN

              4. SEM BARBELA

BUZZBAIT

SPINNER

SPINNERBAIT

5. SINKING

6. SUSPENDING

7. TWITCK BAIT

8. WEEDLESS

9.  BARBELA

 

 

 

ISCAS DE SUPERFÍCIES

 

DEFINIÇÃO

São aquelas que obrigatoriamente funcionam a flor d’água, são extremamente interessantes por permitir ao pescador a sua visualização enquanto trabalhadas, bem como, o ataque dos peixes, proporcionando muita ação e beleza.

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PopperPOPPER

São modelos dotados de uma espécie de boca, cujo objetivo é de produzir ruídos (quando trabalhados pelo pescador) de um peixe caçando ou algum tipo de vida que eventualmente possa se manter a superfície (rã), estes modelos podem ser ou não articulados. Estas iscas de cabeça chanfrada, quando bem trabalhadas, imitam um peixe caçando à flor da água. Poucas iscas desta categoria possuem ação própria, dependendo da habilidade do pescador para terem eficácia.

 

Devem ser trabalhadas com pequenos toques de ponta de vara, com intervalos durante o recolhimento. Seu uso se restringe a águas não muitas profundas, sendo muito produtivas no verão e usadas com muito sucesso nas pescarias noturnas. Em águas muito claras e calmas, devemos trabalha-las com suavidade para atenuar o ruído, ao passo que, em águas turvas, os movimentos devem ser mais enérgicos para acentuar o ruído produzido pelo seu trabalho.

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HéliceHÉLICE (propbait) ou STICK TURBO

Estas iscas são dotadas de hélices, podendo ter um ou mais destes artefatos, que quando trabalhados procuram imitar sons de um inseto a se debates na água ou pequenos peixes caçando ou se debatendo na flor d'água. São iscas munidas de uma ou duas hélices que produzem sons similares ao de um peixe caçando ou se debatendo. Devem ser trabalhados com pequenos toques de ponta de vara, movendo a hélice. Outro método de trabalho é produzir toques arrítmicos de ponta de vara, com recolhimento lento. Estas iscas devem ser utilizadas com linhas mais grossas, evitando que afundem rápido e atrapalhando a performance da isca.

 

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ZARA

São iscas que pela sua forma clássica de trabalho (em forma de Z), exige bastante técnica do pescador, pois dependendo da velocidade do trabalho aplicado à isca, poderá produzir sons e movimentos que imitam pequenos animais, como cobras, roedores e até mesmo um peixe agonizando.

Zara

 

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Isca Meia Água

MEIA ÁGUA (Bait)

São iscas que tem por finalidade trabalhar ou funcionar a uma profundidade compreendida entre alguns centímetros da flor d'água até a alguns metros de profundidade, podendo ou não possuir barbela.

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STICK

Iscas que apresentam em sua parte traseira um peso que funciona como um lastro para mantê-la em posição vertical a linha d'água e tem por finalidade imitar na maioria das vezes um peixe ferido ou caçando. Estas iscas não possuem movimentos próprios e dependem da habilidade do pescador para uma perfeita ação. Quando trabalhadas rapidamente, com pequenos toques da ponta da vara, atraem, com eficiência, os principais peixes predadores que habitam nossas águas. Quando trabalhadas lentamente e com pequenas paradas, imitam peixinhos doentes, em agonia, também provocando os predadores.

Stick

 

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COLHERES

Talvez essas sejam as artificiais há mais tempo conhecidas no Brasil. Mesmo sem se parecerem muito com peixes ou outros petiscos prediletos dos predadores, os resultados que elas conseguem tornaram seu uso em hábito de muitos compatriotas. As lojas hoje têm disponíveis vários modelos, com cores e tamanhos diferentes. Basicamente todas são construídas da mesma forma. O corpo é feito de chapa de metal pintada, curvada e cortada de diversas maneiras diferentes pelos fabricantes. Na frente, existe um gancho, furo ou argola para prender snaps ou, diretamente, a linha. Um indispensável anzol ou garatéia fica na traseira e suas características são simples na maioria dos casos. Acham-se muitas com protetores contra enrosco, elaborados em arames finos ou grossas linhas de náilon. Algumas foram projetadas parecidas com plugs. Possuem corpos mais grossos e curvados, pintados em cores diferentes. Podem ser providas tanto com anzóis simples, como com garatéias. Entre as primeiras, muitas têm protetores antienrosco.

 

Usa-se, basicamente, dois tipos de recolhimentos. Em qualquer caso, elas devem girar uma, duas ou, no máximo, três voltas para um lado e depois o mesmo número para o outro. Se girarem só para um lado torcem as linhas. E uns dos fatores que causa isso é a velocidade de recolhimento que precisa ser verificada para que esse problema não ocorra. Um dos dois tipos de recolhimento tem o nome popular de corrico. Ocorre com o barco em movimento, em velocidade que garanta que a colher não gire mais que três voltas para um só lado. A melhor alternativa para aferir se isto está acontecendo é a visualização local. Na proa do barco você solta um pouco de linha e deixe que a isca gire logo ao seu lado, na água. Então, você pode ver seus movimentos e fixar a potência a imprimir para que o trabalho se desenvolva corretamente. A correnteza está entre as circunstâncias que variam para determinar a velocidade. Sempre que mudar de direção ou local refaça, esses passos. Com um pouco de prática, você se acostuma com a velocidade mais adequada. Depois que isso estiver estabelecido, solte de 20m a 40m de linha para a colher trabalhar nas distâncias mais apropriadas atrás do barco. Acompanhe as margens, pois, quase sempre, nessas áreas você encontra peixe. Os encontros de rios também oferecem grande produtividade. Pode-se garantir sucesso, nesses casos, quando se encontram, por exemplo, diferenças de coloração de água, como uma barrenta e outra cristalina. A forma de agir, então, é passar ou cruzar com a isca nos pontos popularmente chamados de "emendas de água". Os predadores geralmente esperam aí suas presas, para atacá-las assim que mudam de um tipo de água para outro. Ao praticar está modalidade, os pescadores se acostumaram a, no momento em que percebem as batidas na isca, avisar rapidamente piloteiros ou parceiros, para parar a embarcação até terminar de trabalhar o peixe fisgado. Corrico exigem materiais de médio-pesados para pesados. Os trancos das ferradas somadas com a velocidade do barco podem partir os equipamentos. A modalidade pode gerar problemas com motores de popa. A velocidade precisa ser quase sempre inferior a meia aceleração, as velas encharcam, pois não acontece a queima total do combustível, como quando em velocidades médias ou altas. Isso provoca falha constante no motor. O óleo adicionado à gasolina acumula nas velas e as encharca. Você pode praticar essa modalidade embarcada parada, rodando as margens dos rios, ou mesmo em barrancos. Com a velocidade de recolhimento, você determina igualmente a profundidade que quer fazer as iscas atingirem. Lenta, as colheres afundam mais. Mais veloz, elas vêm mais perto da superfície. Dá, também, para lançar, aguardar que cheguem ao fundo e recolher. Dessa forma, alterne girar seis ou mais voltas na manivela e parar por pouco tempo.

 

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ISCAS DE FUNDO

 

DEFINIÇÃO

São iscas que por excelência trabalham no fundo, independentes da profundidade do local onde se pesca. De um modo geral estas iscas procuram se apresentar aos peixes como pequenos vermes e crustáceos ou peixes. Embora sejam de fundo, nada impede que  a criatividade de cada pescador as faça trabalhar na meia água.

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Jig

JIGS

Também conhecido como penachos, possuem a mesma estrutura dos grubs, tendo a haste do anzol como base adornada com pêlos, penas ou cerdas. A cabeça é de chumbo e o resto do anzól possui pêlos, penas de aves ou fios de material plástico. É uma isca de fundo e pode ser trabalhada da seguinte maneira: RECOLHIMENTO CONTÍNUO - com o recolhimento contínuo, dando toques na ponta da vara e pausas reduzidas, o jig produz uma natação uniforme, batendo nos substratos. QUEDA - É muito eficiente em cardumes de predadores. Após o lance deixe a isca cair por alguns segundos e aguardar a mordida do peixe. ARRASTO DE FUNDO - Permita que a isca toque o fundo e dê puxadas curtas e suaves com paradas rápidas. Outra forma de utilização dos jigs é através da pesca de corrico. É uma isca eficiente para robalos, bonitos, garoupas, dourados, traíras, etc.

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WORM:

Denominação aplicada à minhoca plásticas ou vermes. A utilização destas iscas requer uma técnica bastante apurada, além de muita sensibilidade, pois exigem muita discrição no seu trabalho. É necessário perspicácia para se identificar a batida de um peixe ou um contato com a estrutura submersa.

A melhor minhoca do mundo

Talvez seja uma das modalidades que mais exige atenção e concentração. Usam anzóis específicos e foram desenvolvidas especificamente para capturar black bass nos EUA. Aqui no Brasil, funcionam para vários peixes. São feitas de material plástico macio. Hoje, existem vários tamanhos e cores. Entre as cores preferidas de bass no brasil estão preta, roxa, vermelha, groselha, creme, motor oil, marrom e azul. Todas podem ser monocromáticas, porém as que possuem a ponta traseira em contraste com o restante podem proporcionar maior produtividade. A maioria dos adeptos dessa espécie preferem esse sistema de pesca aqui. as linhas precisam ser montadas com chumbos soltos e anzóis na ponta. Depois, as minhocas vão presas aos anzóis. Os anzóis têm curvaturas próximas ao olho, onde se prende a linha. Essa curva serve para fixar a parte superior das minhocas. Alguns modelos possuem, ainda, curvatura ao longo sa haste, mais comprida do que nos anzóis normais. Esse desenho serve para que, quando o peixe levar a isca na boca, o anzol dê um giro e fisgue-o de maneira mais eficiente. As chumbadas também têm formatos característicos. Seu aspecto de bala de revolver ajuda auxiliar no trabalho, além de manter a isca no fundo.

 

O sistema mais conhecido aqui para pescar bass com essas iscas é denominado Texas Rig. Na maneira tradicional de iscar para bass, primeiro passe a chumbada na linha. Prenda o anzol na extremidade. Enfie somente uma ponta de aproximadamente um centímetro da parte mais polpuda da minhoca pela ponta do anzol. O comprimento que penetra no anzol deve cobrir a primeira curvatura próxima do olho. Prenda, na ponta do anzol, o meio da minhoca. Nesse caso, a região central do anzol fica descoberta. A minhoca deve ficar esticada aí. A ponta do anzol precisa penetrá-la sem a atravessar. Para trabalhá-la, basta lançar, assim que atingir o fundo, tirar a folga de linha e iniciar o trabalho. Comece com movimentos lentos. Com a vara na posição horizontal, levante-a até que sua ponteira aponte para cima. Ao descer a ponta, recolha simultaneamente, o excesso de linha. é importante muita concentração, pois pegadas de bass são muito sutis. Para fazer isso com correção, a minhoca tem que dar pulos lentos no fundo do lago. É importante manter a velocidade constante durante o recolhimento. De forma rápida ou lenta, as mudanças de velocidade podem variar de um arremesso para outro, não no mesmo. Isso se baseia na teoria de que o peixe possa desistir, porque aparentemente calcula o momento do ataque em relação aos movimentos da isca.

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GRUB

São iscas dotadas de uma porção de chumbo fundido na haste de um anzol, sendo usado como atrativos pequenos objetos de borracha com aparência de peixes ou vermes que camuflam o anzol.

 

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OUTROS TIPOS DE ISCAS

 

DEFINIÇÃO

Estes outros tipos de iscas são as que normalmente tem um formato semelhante a um pequeno peixe (plug).

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FLOTING:

São aquelas que quando em descanso flutuam.

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SINKING

São iscas que afundam deliberadamente.

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COUNTDOWN

São iscas artificiais que afundam na proporção de um metro por segundo.

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ISCAS SEM BARBELA

São iscas que embora afundem, tem por finalidade funcionar em uma faixa intermediária d'água, que irá variar de acordo com a velocidade com que é recolhida. Normalmente são iscas metálicas e destinadas a produzir vibrações e/ou reflexos. Estas dividem-se em: Buzzbait, Spinner e Spinnerbait.

 

 

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Spinner

SPINNER

Uma das primeiras iscas artificiais a serem desenvolvidas. Seu funcionamento tem como objetivo imitar insetos nadando. O recolhimento contínuo produz um efeito giratório da lâmina, que produz vibração e movimentos contínuos. Portanto, é indispensável a utilização de giradores ligando a linha à isca. Hoje existem vários formatos de spinner que são eficientes para a captura de matrinxãs, piraputangas, tilápias e traíras. É bom evidenciar o efeito desta isca sobre as traíras.

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SPINNERBAIT

Esta isca é de extrema utilidade quando estamos pescando em locais com muito enrosco. Pela sua forma de construção, posiciona o anzól sempre voltado para cima, protegido pelas "colheres" giratórias. Pode ser utilizada de arremesso e trabalhada com recolhimento contínuo na superfície ou mesmo na meia água, estando na dependência da velocidade do recolhimento o local da coluna de água que esta trabalhará. É uma isca indicada para Black Bass, Cachorra, Dourado, Traíra e Tucunaré.

 

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Spinner Bait

 

Buzz Bait

 

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BUZZBAIT

Esta isca, como a spinnerbait, é de extrema utilidade quando estamos pescando em locais com muito enrosco. Pela sua forma de construção, posiciona o anzól sempre voltado para cima, protegido pela hélice giratória. Esta é a principal diferença da spinnerbait. Pode ser utilizada de arremesso e trabalhada com recolhimento contínuo na superfície ou mesmo na meia água, estando na dependência da velocidade do recolhimento o local da coluna de água que esta trabalhará. É uma isca indicada para Black Bass, Cachorra, Dourado, Traíra e Tucunaré.

 

BARBELA

São iscas de meia água que trabalham em determinadas profundidades e na boca dos plugs há como uma espécie de pequena colher!

 

São iscas desenhadas com objetivo de trabalhar abaixo da superfície da água. Com estas iscas pode-se trabalhar de duas maneiras: recolhimento contínuo, procurar variar a velocidade a fim de encontrar o trabalho ideal que atraia o peixe; ou após o arremesso, deixou a isca em repouso por alguns segundos e antes de começar a recolher, executar pequenos toques com a ponta da vara, objetivando imitar um peixe debatendo-se ou alimentando-se na superfície.

 

O tipo de barbela e a força de recolhimento definem a ação da isca. Iscas com barbelas curtas afundam menos que as de barbelas longas; a angulação da barbela também define a profundidade da isca, quando mais perpendicular ao corpo., tendem a atingir maiores profundidades. A força de recolhimento é outro fator que define a ação das iscas. Recolhimento rápido produz um mergulho mais acentua do.

 

Estas iscas são utilizadas em áreas com relativa densidade de obstáculos. Sua capacidade de flutuação permite que saiam com mais facilidade após colisão com obstáculos submersos. Por provocarem constantes atritos da linha com obstáculos, os primeiros metros da linha em contato com a isca, devem ser constantemente verificados.

 

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SUSPENDING

O peso permite que afundem lentamente e parem na profundidade em que se começa o tracionamento. Seu nome deve-se ao fato de permanecerem "suspensas" na profundidade que se determina. Depois de arremessadas espera-se que desça a profundidade desejada e inicia-se o recolhimento com seguidos toques de ponta de vara.

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WEEDLESS

Têm protetores de anzóis, para evitar enroscarem em capim ou galhadas, ao serem trabalhadas na flor d’água. Apresentam-se em vários modelos para diferentes espécies. Entre eles, um de grande aproveitamento para bass, cobras artificiais e pererecas que flutuam. Jigs e Grubs também possuem esse recurso. Arames finos ou grossas linhas monofilamento fazem o papel de anti-enrosco. Esses dispositivos se assemelham a saias de borracha ou cerdas plásticas cortadas em tiras. Há também rãs e ratos artificiais feitos em plástico, material parecido com o das minhocas artificiais que flutuam com os anzóis para cima.

 

A grande utilidade desses modelos de iscas pode ser comprovada por muita gente que já observou peixes em ataques às suas presas em locais com vegetação, paus, pedras e galhos. Quaisquer outras jamais podem ser lançadas em locais desses, pois enroscam com certeza. Em situações como essas, você deve arremessar um weedless no meio da vegetação ou enrosco e logo a seguir recolher de forma lenta e contínua para fazer com que a isca movimente-se normalmente. Além de atraírem bass, tucunarés, robalos, garoupas e traíras, provocam muito e resolvem situações em grandes lagos com bastante vegetação, costões, parcéis e píeres. Mesmo quem não gosta de trabalhá-las deve ter uma disponível. Quando você menos espera, vai necessitar. Locais com obstáculos como pedras ou galhos, dispostos com barreiras até os [pontos em que se pretende lançar demonstram outra de suas vantagens. Entre você e as árvores a profundidade é muito pouca e o barco não pode passar para o arremesso. Uma weedless pode chegar até os pontos desejados e, no recolhimento, não enroscar nos galhos. Quem tem experiência com tucunarés encontra facilmente esse tipo de situação. Também são recomendadas para matas alagadas, onde ocorrem comumente galhos finos que normalmente enroscam iscas nos caminhos entre os alvos e as embarcações.

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TWITCH BAIT

 

Estes tipos de iscas que embora sejam de meia água fogem das características antes mencionadas.

 

Podem ser de superfície ou de fundo, desprovidas de barbela. Quando recolhidas, imitam perfeitamente peixes feridos, pelo nado errático. Nas twitchbaits, os pitões são fixados entre a boca e os olhos. Esta posição estratégica permite que, no recolhimento, a isca seja puxada pela parte superior, que ocasiona seu nado errático. Em algumas leves variações entre elas, variam um pouco a posição dos pitões.

 

Atuam na superfície, pouco abaixo da superfície ou no fundo. Há modelos que flutuam (floating) e que afundam (sinking). Apresentam alta eficácia para tucunarés e robalos, especialmente quando as espécies estão pouco ativas. Os predadores, geralmente, preferem atacar presas em dificuldade e elas representam muito bem este tipo de ação. Podemos recolhê-las de três formas. A primeira e mais utilizada consiste em dar toques suaves de ponta de vara e simultaneamente recolher a linha. Fazem barulho na superfície e afundam entre cinco centímetros e dez centímetros. Voltam em seguida e assim imitam peixes feridos (isto para as que flutuam). A Segunda opção resume em dar puxões na vara (não toques), o que as deslocam um ou dois metros na água. Afundam um pouco, nadam de forma um pouco errática e voltam à superfície. Você ainda pode recolher continuamente com suaves toques com a vara. Mantenha a ponta quase tocando a água.

 

Twitch Bait

Rattlin

 

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RATTLIN

 

Este é outro tipo de isca que embora sejam de meia água fogem das características antes mencionadas.

 

Destacam-se muito entre as de fundo. Similares a pequenos peixes e com plugs de superfície ou meia-água são construídos com material mais rígido e pesados para alcançarem o fundo mais rapidamente. Assim, aproxima-se de espécies em maiores profundidades. Não possuem barbelas e possuem pontos de fixação da linha em seu dorso, diferentemente das de superfície e mei-água, que nelas ficam nas extremidades frontais. A palavra rattlin significa ruído de chocalho, que ela produzem e servem para atração. Para isso, esferas metálicas em seu interior criam o efeito desejado ao serem recolhidas.

 

A temperatura da água pode ser um dos fatores decisivos para utilizar essas iscas. Em rios, represas ou no mar, os peixes sempre permanecem em profundidades onde a água lhes estiver agradáveis. Dependendo da  época do ano, a temperatura pode ser confortável na superfície, em meia-água, ou no fundo. A faixa de profundidade de água que oferece condições e temperatura ideais para permanecerem foi batizada como zona termoclimal. Praticamente todas as espécies comportam-se assim. Com essa faixa na superfície ou em meia-água, quaisquer tipos de iscas artificiais podem atrair. No fundo, abaixo de cinco, seis, dez, ou 20 metros, as alternativas são as rattlins. Existem várias maneiras de trabalhar rattlins. A primeira consiste em dar pequenos toques de ponta de vara para cima ao recolher o excesso de linha. As iscas devem vir do fundo até a borda do barco, dar saltos e afundar um pouco a cada toque. Normalmente esse tipo de recolhimento dá bons resultados para bass ou tilápias, próximos a barrancos fundos, com a embarcação parada a aproximadamente 15 metros do ponto de lançar a isca. Recorde sempre que, coma a distância, você forma um ângulo com a isca de profundidade (aproximadamente cinco segundos). Deve-se então recolhê-la continuamente. Em outra opção, pilares de pontes em represas, abrigam peixes como o black bass. Para chegar exatamente onde estão, entram as rattlins. Pare silenciosamente o barco ao lado de um pilar e desça a isca o mais rente possível a ele. Usualmente, locais como esses são bastante profundos. Quando atingir a profundidade ideal, recolha a isca como se fosse um iô-iô, sempre recolhendo um pouco o excesso de linha até chegar ao barco. Procure contornar todo o pilar. Faça isso em todos os pilares, pois os peixes normalmente ficam em apenas em alguns deles. Experimente um por um, se ali houver bass, certamente há boas chances de atacar. Quando tucunarés ficam em maiores profundidades, nas galhadas no meio de um lago essas iscas também se mostram úteis. Com o barco parado, a aproximadamente cinco ou seis metros da estrutura, lance o mais rente possível aos galhos. Aguarde cerca de 15 segundos até ela afundar cerca de cinco metros e comece a recolher, com toques de ponta de vara ou em  recolhimento contínuo. Nesse caso, aumentam as possibilidades de enroscar em um dos galhos.

 

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